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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

16/03/2016 10:00

Presidente diz que citação sobre PMDB em delação é equívoco de Delcídio

O senador afirmou que peemedebista mantinha um acordo de desvio de recursos com o Ministério dos Transportes

Mayara Bueno e Leonardo Rocha
Junior Mochi, presidente do PMDB, em MS, e presidente da Assembleia Legislativa. (Foto: Arquivo)Junior Mochi, presidente do PMDB, em MS, e presidente da Assembleia Legislativa. (Foto: Arquivo)

O presidente do PMDB, em Mato Grosso do Sul, o deputado estadual Junior Mochi, disse que a inclusão do partido na delação premiada, por parte de Delcídio do Amaral (em processo de desfiliação do PT), foi “um equívoco” e que as doações de campanha ao PMDB foram legais.

Mochi, que também é presidente da Assembleia Legislativa, concedeu entrevista nesta quarta-feira (16), após divulgação do conteúdo da colaboração premiada do senador sul-mato-grossense.

Na delação, Delcídio afirma que havia um acordo entre André Puccinelli, ex-governador do Estado, seu então secretário de Obras, Edson Giroto e o ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. O senador afirmou que essa operação ilegal serviu para "irrigar de forma espúria as campanhas eleitorais do PR e do PMDB no Estado e do PR Nacional".

Em relação a esta citação, Mochi disse que o “PMDB está muito tranquilo”. “A citação de que o partido recebia recursos de propina é um equívoco, não tem nenhuma veracidade”. Segundo ele, todas as doações feitas ao partido, já apresentadas e aprovadas, foram de três fontes: fundo partidário, doações pessoais de filiados e de pessoas físicas e jurídicas. Em 2014, diz, não houve doação de qualquer empresa investigada na Operação Lava Jato. Sobre a citação direta do nome de Puccinelli e Giroto, Mochi afirmou não ter conhecimento, por isso, não poderia opinar.

A delação de Delcídio reforça o pedido dos peemedebistas de rompimento do partido com o PT. Para o presidente do PMDB, a legenda deve entregar todos os cargos federais. “Esses novos fatos trazem mudanças no cenário nacional, que podem coincidir com o impeachment da presidente. É lamentável a participação de políticos e empresários de MS que estão sendo investigados”, conclui.

Lama Asfáltica – Na delação, o senador cita que tais desvios serviram de base para o início da Operação Lama Asfáltica, em Mato Grosso do Sul, que segundo ele, "aparentemente vem enfrentando dificuldades para avançar nas investigações".

Mochi disse que “não vê qualquer ação para impedir a investigação”, mas o contrário, inclusive por parte da Assembleia Legislativa, além das ações do MPF (Ministério Público Federal) e PF (Polícia Federal). No ano passado, os deputados abriram uma comissão para acompanhar as apurações, que teve de ser encerrada, porque os dados e informações da Lama Asfáltica, mantidos sob sigilo, não foram repassadas à casa de leis.

 



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