A 3 dias da eleição, saiba como denunciar compra de votos e outros crimes
É possível comunicar situação pela plataforma da Polícia Federal ou aplicativo "Pardal" do TSE

Ficou sabendo de algo estranho ou até mesmo de detalhes sobre uma possível compra de votos? A três dias das Eleições Gerais, saiba como denunciar o crime pelo canal “Comunica PF”, da Polícia Federal, ou pelo aplicativo “Pardal”, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em ambas as plataformas, é possível informar detalhes como local da ocorrência, identificar o candidato e o autor do crime, além de anexar imagens, como capturas de tela, entre outros arquivos.
RESUMO
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A três dias das Eleições Gerais, eleitores podem denunciar compra de votos e outros crimes eleitorais pelo canal Comunica PF, da Polícia Federal, ou pelo aplicativo Pardal, do TSE. Nas duas plataformas, o acesso é feito pelo GOV.BR, e é possível informar local, candidato e autor, além de anexar imagens, áudios e vídeos. Se o crime estiver em andamento, a orientação é ligar para o plantão da PF ou para o 190.
Nas duas plataformas, o acesso é feito pelo GOV.BR. Pelo site “Comunica PF”, é possível denunciar diversos crimes federais. Entre as opções disponíveis, basta selecionar “crimes eleitorais”.
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O próprio site da Polícia Federal emite um alerta explicando que, se o crime eleitoral estiver acontecendo naquele momento ou se o usuário souber que vai ocorrer em breve, a orientação é ligar diretamente para o plantão da Polícia Federal mais próximo ou para o 190.
Entre as opções para denúncia, a Polícia Federal disponibiliza “assédio eleitoral”, “compra de votos”, “desinformação eleitoral (fake news)”, “transporte irregular de eleitores”, “violência política de gênero” e “outros crimes eleitorais”.
Após selecionar a opção, é possível detalhar o ocorrido, informar quem praticou o crime, além de indicar o que aconteceu, quando e onde. Também podem ser adicionados fotos, documentos, vídeos, áudios, mensagens e outras mídias que possam auxiliar na investigação.
Caso o crime tenha ocorrido em ambiente virtual, como aplicativos de mensagens ou redes sociais, o usuário pode anexar capturas de tela, e-mails, áudios e outros arquivos que ajudem a comprovar a denúncia.
No Pardal, o procedimento é semelhante. Na página inicial, o usuário descreve a denúncia e, em seguida, pode incluir os documentos e imagens relacionados ao caso.
Casos suspeitos - Na reta final da campanha, foram registrados 4 casos de apreensão de dinheiro em espécie que levantaram suspeitas de relação com crimes eleitorais. O mais recente ocorreu em Iguatemi, nesta quarta-feira (30), quando o ex-presidente da Câmara de Mundo Novo, José Antônio Pires de Souza, foi preso com mais de R$ 127 mil em espécie. O dinheiro estava distribuído em envelopes identificados com nomes de destinatários e municípios.
Além do dinheiro, os policiais encontraram no veículo diversos materiais de propaganda eleitoral, como santinhos, faixas e adesivos de um candidato a deputado estadual. O homem ainda teria oferecido R$ 5 mil a cada um dos policiais para que não continuassem a averiguação.
Também ontem, a Polícia Federal encaminhou uma mulher para prestar esclarecimentos após receber informações de que haveria locais destinados à entrega de dinheiro em espécie a eleitores do município. Com ela, foram apreendidos R$ 1.700 e materiais de propaganda eleitoral.
Já em Campo Grande, a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 250 mil em dinheiro durante a Operação Jogo Limpo, no dia 25 de setembro. Em Corumbá, uma funcionária de uma universidade com sede no Paraguai foi presa em flagrante com R$ 800 mil em espécie.
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