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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Agosto de 2017

21/09/2013 17:29

Agetran responsabiliza Câmara pela paralisação da obra da Júlio de Castilho

Zemil Rocha
Empresários reunidos com chefe da Agetran nesta semana Empresários reunidos com chefe da Agetran nesta semana

Apesar de o projeto de revitalização da Av. Júlio de Castilho não poder ser mais alterado, as obras ainda não foram finalizadas por falta de recursos, segundo informação que a a diretora presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Kátia Maria Moraes Castilho. A liberação do dinheiro, cerca de R$ 700 mil, estaria dependendo da aprovação do pedido de suplementação orçamentária que está na Câmara de Campo Grande. Até agora a avenida recebeu investimento de R$ 18,3 milhões, 95% do Pró-Transporte, do Ministério das Cidades.

Kátia Moraes se referiu à supersuplementação de R$ 108 milhões que o prefeito Alcides Bernal pediu à Câmara no começo deste mês, após esvair-se o limite de 5% para remanejamento orçamentário via decreto. Os vereadores estão desconfiados do alto valor do pedido de suplementação, embora o secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Wanderley Ben Hur, tenha garantido que 90% do valor é para despesa com pessoal.

Comerciantes demonstram insatisfação com a revitalização da Avenida Júlio de Castilho, durante reunião com Kátia na noite da última quinta-feira. Durante o encontro, na Associação Brasileira da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, foi apresentado o projeto final da via. Entre as principais alterações está a proibição de estacionamento ao longo da via, durante os horários de pico. Um dos anseios dos moradores do entorno era de que houvesse um corredor exclusivo para ônibus, o que não ficou contemplado no projeto.

“O projeto foi concebido durante a gestão passada da prefeitura da Capital, além de ser custeado com alguns recursos internacionais, o que não nos possibilita fazer mudanças drásticas no projeto. Por isso, a nossa preocupação durante esta gestão em ouvir todos os comerciantes, ponderando as necessidades, sugestões e o que realmente de fato se pode alterar”, afirmou Kátia Moraes durante a reunião.

Desde o início do ano, várias reuniões foram feitas para adequar o projeto às necessidades dos empresários, mas eles se sentem pouco contemplados. Alguns dizem terem sido beneficiados com a revitalização, outros estão fechando as portas por causa da queda nas vendas, como é o caso de Juarez Ubaldo, proprietário de uma papelaria e de um posto de gasolina localizados na Avenida. Ele explica que desde que as obras começaram as vendas da papelaria caíram em 60%.

“Meus clientes não conseguem mais estacionar os carros com facilidade, além disso, um ponto de ônibus foi colocado em frente ao meu estabelecimento, tendo de recuar a rua. Estou fechando as portas e já reformando outro ponto na avenida para abrigar minha papelaria que tenho há 15 anos”, declarou Ubaldo.

Dona de uma loja de móveis, Camila Caires também considera que o projeto não está atendendo a todos, pois foi construído sem a participação dos empresários ainda na gestão passada. “A prioridade agora é a finalização das obras, já que muitos transtornos foram causados, como acidentes de trânsito em alguns trechos, por exemplo. Porém, precisávamos encontrar um meio termo e, acredito que é isso que está sendo feito”, disse ela.

Um dos maiores problemas enfrentados por quem trafega pela Júlio de Castilho é a confusa sinalização de alguns cruzamentos, como o da Rua Capiberibe. Kátia Castilho entende, porém, que havia antes um excesso de sinalização. “Foram retirados o excesso de sinalização, todas as placas indicativas de semáforos, adotadas a indicação da sinalização do movimento permitido, retiradas as placas indicativas de velocidade, o canteiro central e suas placas, além do recuo de alguns trechos da avenida, bem como ampliação de outros, conforme a necessidade apresentada”, declarou a chefe da Agetran.

 

 




por falar em agetran...por favor oriente melhor os motoristas na rotatória da coca cola, aquele lugar em horário de pico é vergonhoso, esses dias atras, fiquei aguardando 45 minutos pra poder entrar na rotatória, não sei se falta agentes mas que é difícil esperar todo esse tempo é...
 
fernando alves em 21/09/2013 20:10:58
Comerciantes vamos raciocinar. se permitir o estacionamento todos evitarão transitar na júlio e procuraremos outras vias para deslocamento e para fazer compras. não dá para suportar uma só via de deslocamento neste trânsito maluco.
 
jorge ferreira em 21/09/2013 19:45:03
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