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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

23/05/2012 13:09

Assembleia aprova projeto da Iagro e mostra força da base do Governo

Wendell Reis

Projeto foi aprovado com os votos contrários de sete deputados

Sessão foi acompanhada de perto por vários servidores(Foto: Divulgação/Giuliano Lopes)Sessão foi acompanhada de perto por vários servidores(Foto: Divulgação/Giuliano Lopes)

Os deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovaram nesta quarta-feira (23), contra a vontade de um bom número de servidores que ocupavam o plenário da Casa, o projeto de lei de autoria do Poder Executivo que institui o PCC (Plano de Cargos e Carreira) dos servidores da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal).

Os servidores ocuparam novamente a tribuna da Assembleia para protestar contra a mudança, alegando que alguns pontos não favorecem os funcionários de carreira. Eles voltaram a pedir para que os deputados votassem contra a aprovação do PCC e não do reajuste, mas não adiantou. Dos 24 deputados da Casa, votaram contra o projeto os deputados do PT: Paulo Duarte, Pedro Kemp, Cabo Almi e Laerte Tetila, o deputado Marquinhos Trad (PMDB), Alcides Bernal (PP) e o deputado Lauro Davi (PSB).

O começo da sessão já demonstrava que a base governista votaria a favor da proposta do Governo. O presidente da Asssembleia, Jerson Domingos (PMDB), disse que, como fez com as outras categorias, reuniria uma comissão para iniciar uma conversa com o Governo.

O presidente da Assembleia estava um pouco irritado com a situação e chegou a dizer que parecia que os deputados estavam mais interessados em deixar de trabalhar do que ver os seus interesses. “É muita moagem” , disse o deputado, explicando que nem cristo foi unanimidade e acabou sendo crucificado. “Não tem como agradar a todo mundo”.

Oposição - A oposição ocupou a tribuna da Casa para mostrar indignação com a situação. O deputado Paulo Duarte foi o primeiro a falar e disse que os governos são passageiros e, diferente dos servidores de carreira, os políticos têm prazo de validade. “É complicado você estar em uma carreira e não ver perspectiva”, resumiu.

O deputado Pedro Kemp (PT) voltou a falar da situação inusitada que a Casa passava ao ver os servidores, pela primeira vez, pedirem para os deputados votarem contra um PCC. Kemp disse que já viu PCC ser aprovado em dezembro, o que não necessariamente, precisaria ser feito agora. O deputado lamentou o fato de não haver negociação, mas elogiou a postura do líder do Governo, Junior Mochi (PMDB), que segundo ele, tentou uma negociação até o último minuto.

O deputado Cabo Almi lembrou do início de sua carreira política, dizendo que não sabe como foi eleito. Ele usou o exemplo para dizer que sua declaração não seria para tirar proveito, mas para cumprir a sua missão de atender o coletivo. O deputado ressaltou que não é justo jogar nas costas dos deputados a responsabilidade de arcar com as consequências. O deputado Alcides Bernal (PP) aproveitou o microfone para dizer que em breve “a oposição vai mostrar que quem manda de verdade é o povo”.

Base - O deputado Zé Teixeira (DEM) disse que seu voto não valeria de nada e preferiu seguir com o Governo para não se expor. Já o vice-presidente do PSDB no Estado, deputado Marcio Monteiro, detalhou que sempre deixou claro que o fato do deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB) concorrer a Prefeitura não influenciaria na posição dos deputados na Casa.

Márcio Monteiro disse ainda que o PSDB votou com o Governo porque confia que André Puccinelli (PMDB)está pensando em preservar a gestão pública, mesmo que contrarie o interesse de um ou de outro. “O Estado vem avançando em termos organizacional. Acredito que a proposta é para melhorar o Estado de Mato Grosso do Sul”.

A votação mostrou que o Governo continua com maioria na Assembleia Legislativa, tendo como oposição os quatro deputados do PT. Já os deputados Marquinhos Trad e Lauro Davi sempre seguiram uma linha mais independente. Os deputados George Takimoto (PSL) e o deputado Felipe Orro (PDT), eleitos pela oposição, mostraram que o lado oposicionista teve fim com o término da eleição em 2010 e seguem a favor do Governo.



Lamentavel, sem palavras..porém este é o governo antidemocratico que o povo quer, então o jeito é aguentar as consequencias de tal escolha.
 
Aline Moura em 23/05/2012 06:15:51
Aconselho aos funcionários da Iagro a expor seus holerites em tamanho bem grande na proxima sessão da assembleia para deixar bem claro que o salário é uma porcaria, pra ver se consguem sensibilizar os deputados.
 
José Antonio Pereira em 23/05/2012 05:52:00
Caros deputados, eleitos pelo povo que votaram pela aprovação do PCC :
PR - Junior Mochi, Eduardo Rocha, Londres Machado, Antônio Carlos Arroyo, Paulo Corrêa
PSDB - Márcio Monteiro, Professor Rinaldo, Dione Hashioka
PT do B - Mara Caseiro,Marcio Fernandes
PSL - George Takimoto
PDT - Felipe Orro
PMDB - Jerson Domingos
PPS - Diogo Tita
DEM - Zé Teixeira

Me lembrarei de não votar me nenhum
 
Marthinha Oliveira em 23/05/2012 04:45:56
E BRINCADEIRA MAIS UMA CLA BOCA NOS SERVIDORES ASSIM COMO TEVE OS PROFISSIONAIS DA SEGURANÇA, SE TODAS AS CATEGORIAS ESTIVESSE UNIDAS NADA DISSO ESTARIA ACONTECENDO AMÉM PESSOAL
 
amanda keity em 23/05/2012 04:16:35
Como dizia Che Guevara "Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros." Que democracia é essa? Onde os representantes do povo não os representam conforme solicitado. Essa é a verdadeira utopia, nossa realidade é totalmente inversa do que eles prometem nas épocas de eleições.
 
Luiz Carlos Gonçalves em 23/05/2012 03:54:23
A diretoria da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul), entidade que representa 25 mil trabalhadores em educação do Mato Grosso do Sul, e as diretorias dos 71 Sindicatos Municipais dos Trabalhadores em Educação afiliados a Federação, apóiam a luta dos servidores da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) e são solidárias aos companheiros do Sifems (Sindicato dos Fiscais Estaduais Agropecuários) que estão à frente da mobilização da categoria.

Assim como os administrativos da educação estão indignados com o reajuste salarial de apenas 6%, foram à luta e agora querem a unificação da carreira, os servidores da Iagro estão no seu pleno direito de batalhar por um piso mais digno da função que exercem.

Concordamos com a indignação dos mais de 600 servidores da Iagro que assistiram um PCC (Plano de Cargos e Carreira) ser aprovado sem atender as solicitações da categoria. Construir um PCC sem dialogar com os servidores é atitude de um Governo antidemocrático.

Assim como o Sifems, esperamos que o Governo do Estado, mesmo com o PCC aprovado pela Assembleia Legislativa, abra um canal de negociação com os servidores para que as reivindicações como os benefícios retroativos, o piso, a exclusão do adicional de insalubridade para os fiscais, assim como a exclusão do adicional de capacitação para os antigos funcionários, sejam debatidas e resolvidas, para que o funcionamento dos trabalhos prestados pela Iagro não sejam prejudicados, pois sabemos que grande parte da Economia do nosso Estado está diretamente ligada aos serviços prestados por esta categoria.

Também apoiamos a luta do Sifems sobre o remanejamento de funcionários e transferência a critério da Iagro, por determinação do Governo do Estado. Os servidores possuem suas famílias e o Governo não pode remanejar as pessoas conforme a sua vontade, sem critérios sérios e que respeitem a vontade do trabalhador.

A luta da FETEMS, assim como a do Sifems, é pela valorização do servidor público e por melhores condições de trabalho para as categorias, pois acreditamos que este é o caminho para que Mato Grosso do Sul alcance o desenvolvimento que sonhamos.



Att,

FETEMS e os 71 SIMTED’s
 
ROBERTO MAGNO BOTARELI CESAR em 23/05/2012 02:54:48
Quando a população reclama dos servidores públicos, é porque não imagina as condições de trabalho do governo do estado. Apenas órgãos arrecadadores têm equipamentos adequados, como veículos e computadores. Muita gente dos outros órgãos preferem levar seu próprio notebook para darem conta de suas atribuições. É um absurdo tratar o funcionalismo como os governantes têm tratado. Também temos famílias
 
Leandro Silveira em 23/05/2012 01:59:14
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