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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

01/10/2013 14:17

Bernal nega ilicitudes, mas diz que vai apurar denúncias da CPI do Calote

Zemil Rocha e Edivaldo Bitencourt
No caso Jagás, Bernal disse que não tem tempo de verificar se empresa tem sede (Foto: arquivo)No caso Jagás, Bernal disse que não tem tempo de verificar se empresa tem sede (Foto: arquivo)

Embora de antemão afirme que não há ilicitudes ou irregularidades na sua gestão, o prefeito Alcides Bernal (PP) afirmou nesta terça-feira, em entrevista à rádio FM Capital, que vai instaurar procedimentos na Prefeitura de Campo Grande para apurar denúncias apontadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Calote. “Vou abrir procedimentos para apurar, mas não houve nada de irregular”, garantiu o chefe do Executivo municipal.

No seu relatório final, a CPI do Calote acusou o prefeito Bernal de ter “fabricado” situações de emergência para fazer contratações sem licitação, com desrespeito a princípios constitucionais, como o da impessoalidade. As principais irregularidades apontadas pela comissão foram nas contratações da Salute, por R$ 4,3 milhões, e MagaServ, por R$ 4,4 milhões. Bernal foi acusado de sete crimes, sendo os mais graves de prevaricação, omissão e favorecimento.

Teriam sido constatadas ainda 891 ocorrências de inadimplência nos contratos com fornecedores de obras, serviços e produtos. Segundo o relatório da CPI, 234 credores da Prefeitura de Campo Grande, na gestão de Bernal, deixaram de receber R$ 120.754.000,00 embora tenha executado o contrato e apresentado nota fiscal. Quanto à inversão de ordem cronológica e não pagamento do total do contrato teriam sido afetadas 137 credores, totalizando R$ 18.404.000,00.

Bernal nega que tenha ocorrido qualquer atraso ou preferência nos pagamentos dos fornecedores e prestadores de serviços. “Todo mundo recebeu direito”, declarou o prefeito.

Indagado sobre algumas contratações de empresas que não tem nem sede, sendo citado como exemplo o da Jagás, Bernal afirmou que o critério que o tem guiado é o da “economia” para os cofres municipais. “Não tenho como conferir se empresa tem sede”, disse ele. Quanto ao preço, observou que a Jagás cobrou R$ 38,00 pelo botijão de gás, enquanto a fornecedora na gestão passada exigia R$ 50,00.

 

 




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