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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

12/07/2014 15:17

Candidatos querem regionalizar saúde e investir em segurança na fronteira

Aline dos Santos
Delcídio fala em municipalismo e incrementar receita. (Foto: Marcos Ermínio)Delcídio fala em municipalismo e incrementar receita. (Foto: Marcos Ermínio)

Abundantes em propostas e contidos no como fazer, os seis planos de governo, cujo um deles vai ditar os rumos de Mato Grosso do Sul pelos próximos quatro anos, estão disponíveis para a consulta dos eleitores.

Com 49 páginas e diretrizes genéricas, o documento “Nasce um novo Mato Grosso do Sul”, apresentado por Delcídio Amaral (PT) à Justiça Eleitoral, resgata a proposta da Rota Bioceânica, bandeira da última gestão estadual petista, para efetivar o acesso aos portos do Pacífico.

O plano dá ênfase ao municipalismo, com composição da Frente Sul-Mato-Grossense de Prefeitos, implantação de escritório central de projetos e desenvolvimento de portal de convênios. O candidato também promete incremento de receita sem aumento da carga tributária.

Na saúde, Delcídio defende a regionalização da rede de saúde, ampliando as estruturas de saúde nas microrregiões. A proposta também inclui fortalecimento da rede atenção básica.

Em educação, as diretrizes são qualidade no ensino básico, alavancar o ensino superior e valorizar os profissionais que atuam no ensino.

Na segurança, as propostas incluem reestrutura da Perícia, do Corpo de Bombeiros e as unidades policiais. A região de fronteira deve receber políticas públicas para geração de emprego. No quesito habitação, o petista quer reduzir o déficit habitacional e criar mecanismo que dê transparência na seleção dos beneficiários.

As propostas do candidato Nelsinho Trad (PMDB) foram reunidas no documento “Planos para mudar Mato Grosso do Sul ainda mais”. São 110 páginas, com propostas, algumas metas e fotos. A promessa é colocar Mato Grosso do Sul entre os cinco Estados mais competitivos do Brasil. Ainda segundo o documento, é “totalmente possível e plausível”, torná-lo o mais competitivo.

A gestão estadual também terá novidade. Há 23 menções à palavra criar. Na lista estão iniciativas como criar a Câmara de Transparência Tributária, o programa “MS Cuida da Escola”, programa de sinalização de trânsito e o Museu da História de Mato Grosso do Sul e sua gente.

Nelsinho quer pôr o Estado entre os cinco mais competitivos. (Foto: Marcos Ermínio)Nelsinho quer pôr o Estado entre os cinco mais competitivos. (Foto: Marcos Ermínio)

Na saúde, a proposta é regionalizar o atendimento, construindo e equipando hospitais regionais em Três Lagoas, Dourados e Corumbá; implantação de centro do parto normal e casa de apoio à gestante em Campo Grande, Corumbá e Dourados; além de parceria com igrejas e instituições para implantação de unidade regionais para dependentes químicos.

No setor da educação, o peemedebista pretende levar para todo o Estado o ensino de tempo integral; criar núcleos regionais de educação; criar o programa “Avança MS” para melhoria de indicadores de qualidade; e valorização salarial.

Na segurança, os seguintes pontos são propostos: capacitação do efetivo, reaparelhamento da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública), aperfeiçoamento da investigação criminal e priorizar ações preventivas de acidentes de trânsito .

Na habitação, o candidato propõe reduzir o déficit habitacional, com a produção de 40 mil moradias, além da implantação de programas especiais para atender idosos, policiais em trânsito e recém-casados.

“Mato Grosso do Sul – seriedade e inovação para mudar” reúne em 72 páginas as propostas do candidato Reinaldo Azambuja (PSDB). O documento faz comparativo entre a situação atual e as sugestões de mudanças, conceituadas como desafios.

O tucano propõe definir ao menos 1,5% do Orçamento estadual para a cultura , criar ouvidorias em todas as cidades, redefinir critérios de distribuição de recursos aos municípios e implantação de portos de embarque de bovinos no Paiaguás e Nabileque, regiões do Pantanal.

Na saúde, as propostas são: regionalização da oferta de serviços, com objetivo de acabar com a política de “ambulanciaterapia”; criação do programa “Saúde dentro de casa”; melhoria das condições de trabalho; e criação do PAI (Pronto Atendimento ao Idoso).

Na área de educação, os projetos são: melhorar a qualidade do ensino nas escolas; resgatar o ensino médio, acoplando aos esforços para expandir o ensino profissional; equipar as escolas rurais; e realizar concurso públicos.

Azambuja propõe 1,5 % do Orçamento para a cultura. (Foto: Marcos Ermínio)Azambuja propõe 1,5 % do Orçamento para a cultura. (Foto: Marcos Ermínio)

No quesito segurança, o plano propõe atacar as origens da violência, como a desigualdade social; valorizar os profissionais; adotar medidas estratégicas para as regiões de fronteira e criar um novo modelo de segurança pública.

Na habitação, o objetivo é eliminar o déficit habitacional ainda existente no Estado, “especialmente, nas cidades pressionadas pela migração desordenada de mão de obra”; além de implantar política habitacional que atenda as comunidades rurais.

Candidato do PP, Evander Vendramini propôs plano de governo com sete páginas e três diretrizes: Qualidade de Vida, Desenvolvimento Sustentável e Qualidade dos Serviços Públicos. Na área da saúde, a proposta é adotar projetos simples, “porém muito eficientes e humanos”, como o Consulta Única e o Fila Zero. O progressista promete moralizar Mato Grosso do Sul.

Marco Antônio Oliva Monje (PSTU), o professor Monje, apresentou o programa de governo “Mato Grosso do Sul para os trabalhadores”. Em 16 páginas, as propostas são diversas, como reestitazação da Enersul e estatização de hospitais filantrópicos e privados.

Candidato do Psol, Sidney Mello apresentou as propostas em 26 páginas. Na saúde, o plano é modernizar o programa Saúde da Família, expansão da rede hospitalar de urgência e emergência e contratação por meio de concurso público.

Todos os planos de governo podem ser conferidos no http://www.campograndenews.com.br/eleicoes-2014-candidatos

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