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Campo Grande, Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

13/07/2016 23:17

Com apoio da esquerda, Rodrigo Maia é eleito presidente da Câmara

Nyelder Rodrigues
Rodrigo Maia obteve 285 votos no segundo turno e venceu com larga vantagem (Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)Rodrigo Maia obteve 285 votos no segundo turno e venceu com larga vantagem (Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados)

Aos gritos de "Fora, Cunha" de partidos da esquerda, entre eles o PT, o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi eleito com 285 votos, contra 170 de Rogério Rosso (PSD-DF), no segundo turno da disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, realizada nesta noite de quarta-feira (13) em Brasília (DF).

O pleito terminou à pouco e teve ainda cinco votos em branco, do PSOL - na primeiro turno, que teve 14 candidatos, o PSOL lançou ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina. No primeiro turno, o Maia teve 120 votos, contra 106 de Rosso. O candidato que contou com o apoio do PT no primeiro turno, Marcelo Castro (PMDB-PI), ficou em terceiro, com 70 votos.

A vitória de Maia não chega a representar uma mudança drástica na conjuntura política da Câmara, mas é uma derrota da ala do ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou ao cargo e defendia a candidatura de Rosso. No segundo turno, 460 deputados votaram, contra 494 do primeiro turno.

Contando inicialmente com o apoio de bancadas do PSDB, PSB e PPS, além do próprio DEM, Rodrigo Maia contou no segundo turno com o apoio de bancadas da esquerda, como o PT, PCdoB e PDT - que apoiaram Castro antes do pleito afunilar. A situação mostra uma derrota do chamado "Centrão" do parlamento, do qual o sul-mato-grossense Carlos Marun (PMDB) faz parte.

"Achávamos que o Marcelo Castro poderia ir para segundo turno e até ganhar, mas precisava para isso apoio do PCdoB, Rede, entre outros. Infelizmente eles lançaram candidaturas próprias e isso dividiu a esquerda. Foi um erro estratégico", explica o deputado federal por MS, Dagoberto Nogueira (PDT).

Dagoberto votou em Maia no último turno e afirmou que votaria "em qualquer um, menos no candidato do Cunha", demonstrando que, com a derrota no primeiro turno, a aposta dos partidos de esquerda - exceto o PSOL, que votou em branco - foi em votar contra o "Centrão", mesmo que isso representasse votos em candidato vindo da direita.

Maia está em seu quinto mandato como deputado federal. Ele já foi forte aliado do atual prefeito do Rio de Janeiro (RJ), Eduardo Paes (PMDB), mas tiveram recente separação. Ele é filho do ex-político César Maia. Com a vitória, expressiva, ele assumiu imediatamente o cargo de presidente da Câmara Federal, substituindo o interino Waldir Maranhão (PP-MA).




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