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Campo Grande, Terça-feira, 22 de Agosto de 2017

22/05/2017 09:30

Com dois compromissos no dia, defesa de Olarte quer remarcar julgamento

Aline dos Santos
Olarte tem julgamento marcado nesta semana sobre a operação Adna. (Foto: Marcos Ermínio)Olarte tem julgamento marcado nesta semana sobre a operação Adna. (Foto: Marcos Ermínio)

A defesa do ex-prefeito Gilmar Olarte pede à Justiça que o julgamento do processo da operação Adna, sobre o “golpe do cheque em branco”, marcado para a próxima quarta-feira (dia 24), ocorra em uma nova data.

Na última sexta-feira (dia 19), os advogados de Olarte protocolaram documento informando que já tinham audiência agendada no dia 24, numa ação sobre furto de gado que tramita na 2ª Vara Criminal de Campo Grande.

Conforme os advogados Rene Siufi e Honório Suguita a audiência foi designada no Diário da Justiça que circulou em 17 de fevereiro, enquanto o julgamento do ex-prefeito de Campo Grande foi publicado em 9 de maio.

Na ação, pautada para esta semana na Seção Especial Criminal do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o pastor Gilmar Olarte responde pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O processo é resultado da primeira das três operações que tiveram Olarte como protagonista. Ele é acusado de pegar folhas de cheque “emprestadas” de fiéis da igreja Assembleia de Deus, antiga Nova Aliança e trocar por dinheiro com agiotas.

Os recursos, que chegaram a somar prejuízo de R$ 800 mil para as vítimas, foram arrecadados para quitar dívidas da campanha eleitoral de 2012, quando o pastor foi candidato a vice-prefeito na chapa de Alcides Bernal (PP).

A Operação Adna foi realizada em 2014 pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). O nome é alusivo à congregação fundada por Olarte: Assembleia de Deus Nova Aliança. Os réus são Olarte, Ronan Edson Feitosa de Lima e Luiz Márcio dos Santos Feliciano.

Manobra- Ao abrir mão da condição de prefeito afastado de Campo Grande, que lhe proporcionava foro privilegiado, Olarte buscava que os processos descessem do TJ para a primeira instância da Justiça.

Mas no caso da Adna, o desembargador Luiz Cláudio Bonassini da Silva afirma que a fase de instrução do feito encontrava-se encerrada e a manteve no tribunal. Bonassini autorizou em 2015, durante a operação Coffee Break, o afastamento de Olarte da prefeitura.

Na decisão de afastamento, o desembargador destacou que o dicionário do cidadão, mas em especial os agentes políticos, deveria começar com o de ética, palavra mágica de onde decorre “ a observância de todos aqueles princípios consagrados pela Constituição, como o da moralidade e da impessoalidade”.

 




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