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Campo Grande, Domingo, 22 de Abril de 2018

27/12/2017 09:17

Com lei da padroeira, “todos os olhos de MS estarão na igreja”, diz padre

Sanção a projeto nascido dentro da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro será dado nesta quarta-feira pelo governador Reinaldo Azambuja

Humberto Marques e Leonardo Rocha
Padre Dirson mostra decreto que oficializa Nossa Senhora do Perpétuo Socorro como padroeira do Estado. (Fotos: Marcos Ermínio)Padre Dirson mostra decreto que oficializa Nossa Senhora do Perpétuo Socorro como padroeira do Estado. (Fotos: Marcos Ermínio)

A sanção à lei que transformará Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na padroeira de Mato Grosso do Sul fará com que a igreja de mesmo nome, em Campo Grande, ganhe projeção no Estado. A afirmação é do padre Dirson Ferreira Gonçalves, segundo quem a comunidade católica da Capital está em festa com a decisão –oficializada na manhã desta quarta-feira (27).

Aprovada em meio a polêmica com a bancada evangélica na Assembleia Legislativa, a lei que designa a padroeira do Estado será sancionada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) nesta manhã, em evento na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Amambaí. A oficialização ocorre em meio a novena realizada na instituição. O arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, ao lado de autoridades ligadas à Igreja Católica, participam da solenidade.

“Com Nossa Senhora do Perpétuo Socorro virando padroeira do Estado, todos os olhos de Mato Grosso do Sul estarão na igreja, nos fiéis e na devoção à Santa”, afirmou o padre Dirson, reitor da comunidade redentorista e um dos organizadores do abaixo-assinado que culminou na designação da padroeira do Estado. “Há quatro anos vínhamos tentando essa decisão, e agora conseguimos”.

Dom Dimas reforçou que, embora seja referendada pela classe política e pela administração estadual, a proposta surgiu em meio à comunidade católica do Estado –dados do IBGE do último censo, de 2010, apontam que mais da metade dos sul-mato-grossenses se declaram católicos. “Não partiu da Assembleia, e sim da igreja, de uma consulta feita à população de Mato Grosso do Sul”, destacou o arcebispo.

Igreja foi fundada em 1939 e inaugurada dois anos depois.Igreja foi fundada em 1939 e inaugurada dois anos depois.

Divulgação – Há um ano em Campo Grande, vindo de Londrina (PR), o irmão Fernando Cordeiro avalia que, com a decisão, “a devoção vai se espalhar pelo Estado e muitas pessoas vão conhecer a santa”. Para ele, “Nossa Senhora encarnou em Mato Grosso do Sul”.

Com ligações profundas com a comunidade católica, o deputado estadual Paulo Siufi (MDB) aprsentou a proposta ao Legislativo. Ele destacou que a escolha da padroeira deve-se “ao fator cultural e histórico do Estado e com a Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”, que segundo ele atrai “mais de 25 mil pessoas todas as quartas-feiras, atraindo devotos de diferentes cidades do Estado”.

História – Conforme o site da igreja, a Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi fundada em 1939 pelo então bispo de Corumbá Dom Vicente Priante, ficando sob os cuidados da Congregação do Santíssimo Redentor dos Missionários Redentoristas.

Ela foi construída em um terreno cedido pela prefeitura, ao lado do Círculo Militar, sendo inaugurada em 3 de agosto de 1941.Em 10 de janeiro de 1999, foi elevada a santuário pelo hoje arcebispo emérito da Capital, Dom Vitório Pavanello, devido às tradicionais novenas.



Um absurdo.
Absolutamente inconstitucional.
Este governador tem que representar os cidadãos como um todo e não pode privilegiar credos religiosos. Para se ter liberdade religiosa, o Estado tem que se manter NEUTRO. O credo é algo pessoal e não pode JAMAIS interferir nas coisas do Estado.
Este foi um ato de país subdesenvolvido e que permanecerá sub-desenvolvido até que a população exija mais dos governantes eleitos.
 
Magno em 27/12/2017 13:28:11
Senhores
Gostaria que soubessem que milhares de pessoas não concordam com essa Lei, por ser inconstitucional, pois fere o Art. 5º, I, da Constituçao Federal, que diz que o Estado não deve "subvencionar" nem um grupo religioso, como é esse caso, ainda mais quando o chefe máximo do Estado se desloca para um local de determinado grupo religioso, ou seja, a Igreja Perpétuo Socorro.
Acrescentando um aspecto teológico, a Bíblia recomenda a fé em Deus, pois Ele é o nosso Protetor.
Portanto, deixo aqui o meu protesto contra a sanção dessa Lei.
E acrescento mais: a informação de que a igreja "foi construída em um terreno cedido pela prefeitura", é outra inconstitucionalidade, pois também se caracteriza em "subvenção" pelo poder público.
 
Trapp em 27/12/2017 09:54:48
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