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Campo Grande, Sábado, 15 de Dezembro de 2018

06/12/2016 11:38

Corregedoria avalia fazer perícia na gravação sobre ‘dica de fraude’

Ação será medida para concluir relatório final sobre o caso

Mayara Bueno e Leonardo Rocha
Corregedor da Assembleia, deputado estadual Maurício Picarelli (PSDB). (Foto: Roberto Higa e Vcitor Chileno/ALMS)Corregedor da Assembleia, deputado estadual Maurício Picarelli (PSDB). (Foto: Roberto Higa e Vcitor Chileno/ALMS)

Para fechar o relatório sobre o áudio em que deputados estaduais conversam sobre suposta ‘dica de fraude’ na folha de ponto de servidores, a Corregedoria da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul estuda fazer uma perícia na gravação.

O presidente dos trabalhos, o deputado estadual Maurício Picarelli (PSDB), explica que a intenção é constatar a autenticidade do áudio. Na conversa, o deputado Paulo Corrêa (PR) sugere como fraudar a folha de ponto de funcionários ao mencionar “ponto fictício” ao colega Felipe Orro (PSDB).

Para Picarelli, a necessidade de fazer uma perícia é por que as duas ocasiões em que a gravação foi apresentada na casa de leis foi pelo computador, e não pelo celular onde o diálogo foi gravado. Quem gravou a conversa foi o pastor Jairo Fernandes (PTN), que também já foi ouvido na Corregedoria.

Como a perícia poderá ser feita, Picarelli não deu detalhes. Disse somente que avalia a possibilidade como medida posterior aos depoimentos de todos os envolvidos. Na quarta-feira (6), a partir das 9 horas, Felipe Orro será ouvido.

Mesmo com prazo curto, a intenção de Picarelli é terminar o relatório, com o seu parecer, ainda este ano, para entregá-lo ao presidente do Legislativo Estadual, o deputado Junior Mochi (PMDB).

Independente do parecer na Corregedoria, o relatório será levado ao presidente. Este sim terá a incumbência de bater o martelo sobre a situação.

Até agora, a Corregedoria ouviu o deputado Zé Teixeira (DEM), que afirma ter sido abordado pelo pastor tentando vender o áudio em troca do silêncio, o próprio Paulo Corrêa, o pastor e as duas testemunhas que estavam no gabinete de Zé Teixeira, na ocasião da tentativa de chantagem.

Depois da entrega do relatório podem ser adotados dois caminhos. Abertura de uma sindicância que avaliará se houve quebra de decoro, que pode resultar em cassação, ou, ainda, o caso ser arquivado.



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