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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

14/11/2013 17:45

CPI denuncia parentesco de gestores com empresa suspeita e pagamento ilegal

Lidiane Kober e Bruno Chaves

Em depoimento à CPI da Saúde, a coordenadora do Grupo Gestor de Projeto de Desenvolvimento do Gisa (Gerenciamento de Informações em Saúde), Maria Cristina Abraão Nashif, admitiu, nesta quinta-feira (14), que seu filho e filho de outra integrante do colegiado têm relação profissional com a Telemídia, acusada de cobrar quase R$ 10 milhões da Prefeitura de Campo Grande, sem entregar o sistema de marcar consulta nos postos de saúde em condições de uso.

A indagação partiu do presidente da CPI, deputado estadual Amarildo Cruz (PT). Inicialmente, Maria Cristina ignorou a pergunta, mas, cerca de 20 minutos depois, reconheceu que seu filho “prestou serviço à Telemídia por um tempo”. Ela ainda deixou escapar que o filho de outra coordenadora do colegiado, nominada apenas de Luzia, trabalhou para a empresa.

Segundo apurou a CPI, em 30 de outubro de 2012, a própria Telemídia informou ter concluído 48% da instalação do programa. Apesar disso, a empresa, ainda conforme os deputados, teria recebido 96% dos R$ 9,9 milhões, repassados pelo Ministério da Saúde à prefeitura para instalar o sistema, classificado, inclusive, como referência nacional.

Para Amarildo, o pagamento por um serviço não feito se configura como uma irregularidade. “Vamos encaminhar à denúncia ao MPF (Ministério Público Federal) e ao MPE (Ministério Público Estadual)”, reforçou. Questionada sobre a suspeita, Maria Cristina repetiu ser responsável apenas pela execução do programa e afastou relação com a parte financeira.

Sem conhecimento – O presidente da CPI ainda questionou a coordenadora por supostamente deixar gente sem conhecimento técnico assinar laudos sobre a entrega de etapas da implantação do serviço.

Segundo ele, profissionais da área administrativa deram aval a algumas etapas. Na lista, estariam o primo do então secretário de Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), Luciano de Barros Mandetta, que ocupava o cargo de diretor administrativo da secretaria, e Mabel Vasconcelos, diretora da pasta.

Erro grosseiro – Ainda no depoimento, Maria Cristina deu a entender que Mandetta apressou a instalação do sistema. “Ele queria deixar um legado em Campo Grande”, comentou. “Foi um erro grosseiro querer instalar o programa em dois anos, o atual sistema, que foi comprado pronto, precisou de cinco antes para ser implantado”, finalizou.

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