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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

23/05/2017 20:14

Delator cita ex-dirigente de MS em ‘compra de apoio’ partidário para Aécio

Anahi Zurutuza
Sérgio Louzada posa para fota postada no Facebook (Foto: Facebook/Reprodução)Sérgio Louzada posa para fota postada no Facebook (Foto: Facebook/Reprodução)

Na lista de doações e de dinheiro de caixa 2 destinado à “compra de apoio” partidário para Aécio Neves (PSDB), candidato a presidência em 2014, Ricardo Saud, um dos diretores da JBS que fizeram delação à Operação Lava Jato, citou um ex-dirigente partidário de Mato Grosso do Sul.

Sérgio Magno Gomes Louzada, que era tesoureiro do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e filho do então presidente do partido, Ivan Louzada, seria destinatário de parte dos R$ 20 milhões separados pela JBS para garantir o apoio dos petebistas, depois de negociação com Cristiane Brasil, a filha do presidente nacional da sigla, o ex-deputado delator do mensalão, Roberto Jefferson. O delator não fala qual valor depositou para Louzada.

Saud conta que Aécio Neves começou a correr atrás dos partidos e pediu ajuda para a JBS no financiamento das campanhas que ele indicasse. “Aí ele conseguiu comprar o PTB, negociou com a Cristiane Brasil, com o Luiz Rondon, e comprou por R$ 20 milhões o PTB”, relata.

Ainda durante o depoimento, o diretor da JBS começa a listar os valores destinados ao PTB de alguns Estados brasileiros. “Foram R$ 4 milhões para a Bahia, mais R$ 1 milhão pra Bahia, R$ 4 milhões para o Rio de Janeiro, para a Cristiane Brasil e pro Roberto Jefferson, que foram entregues em espécie na casa do Luiz Rondon do PTB, e fizemos alguns depósitos em contas específicas”.

Neste momento, o procurador do MPF (Ministério Público Federal) pede que ele fale os nomes dos titulares da contas bancária, Saud pega uma lista e o primeiro nome a ser citado é o de Sérgio Louzada. Veja o trecho do depoimento no vídeo:

Eleições 2014 – O empresário Joesley Batista, dono da JBS, e Ricardo Saud afirmaram em depoimentos à Procuradoria-Geral da República que repassaram dinheiro à campanha do então candidato à Presidência da República, Aécio Neves, por meio de caixa 2. Em um dos 15 depoimentos que prestou para fechar acordo de delação premiada, Saud diz que, diante da possibilidade de Aécio vencer a disputa em 2014, a JBS “abriu um crédito de propina que chegou a quase R$ 100 milhões”. Segundo o executivo, parte desta quantia foi usada para “comprar” apoios.

Saud afirma que a propina foi dissimulada por meio de “doações oficiais” para campanhas, R$ 20 milhões para o PTB; R$ 15 milhões para o Solidariedade; R$ 1,3 milhão para o PMN e R$ 1 milhão para o PTdoB. Além disso, a empresa também teria pago pelo apoio do PEN (R$ 500 mil); PPN (R$ 400 mil); PPC (R$ 400 mil); PTC (R$ 250 mil); PTN (R$ 250 mil); PSL (R$ 150 mil); PSC (R$ 100 mil) e PSDC (R$ 50 mil), dentre outros casos específicos.

Outro lado - A reportagem conseguiu contato com Ivan Louzada, ex-presidente do PTB e pai do ex-tesoureiro. Ele disse que ainda não tomou conhecimento sobre o conteúdo da delação. “Eu até me surpreendi”.

Louzada afirmou ainda que está em viagem e que nesta quarta-feira (24), quando chegar a Campo Grande vai tomar conhecimento da situação. “Vou ver a data, vou ver tudo, mas te garanto que não é nada demais”, disse ao Campo Grande News.




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