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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

08/03/2018 13:27

Deputada defende mais espaço e igualdade na política para as mulheres

Mara Caseiro afirma que os parlamentos deveriam ter no mínimo 30% de vagas para as mulheres

Leonardo Rocha
Deputada Mara Caseiro falou sobre a participação da mulher na política (Foto: Assessoria/ALMS)Deputada Mara Caseiro falou sobre a participação da mulher na política (Foto: Assessoria/ALMS)

A deputada Mara Caseiro (PSDB) aproveitou o dia especial para as mulheres, para pedir mais espaço ao público feminino na política municipal, estadual e federal. Ela entende que se as eleitoras já são maioria no Brasil, precisam ocupar no mínimo 30% das vagas no parlamento.

"Se vivemos em uma sociedade em que as mulheres já são maioria no eleitorado, não pode seguir com esta representação tão pequena nos legislativos e pode executivo, tendo a maioria ampla de homens ocupando as cadeiras na política", disse a deputada, em entrevista ao Campo Grande News.

Mara defende inclusive uma lei federal sobre o assunto, que exija no mínimo 30% das cadeiras nos parlamentos federais, estaduais e municipais para as mulheres. "Não adianta ter percentual apenas para participar da eleição, tem que garantir vaga nos mandatos, assim estaremos promovendo a igualdade".

A deputada reconhece que hoje alguns partidos até buscam candidatas mulheres para preencher a cota ou tornar a lista de candidatos mais variada, porém não são dadas as mesmas condições de disputa. "Apenas participar da eleição sem o devido apoio não adianta, pois assim a maioria vai seguir perdedora, tem que dar prioridade a elas", pontuou.

Ela ainda acredita que as legendas precisam "estimular" a presença da mulher no espaço político, pois a cultura e mentalidade do passado sempre teve os "homens a frente deste setor". A deputada que ocupa a 3° vice-presidência da Assembleia, pelo dia especial, presidiu a sessão nesta quinta-feira (08).

Projeto - O deputado Renato Câmara (MDB) apresentou projeto em que toda empresa que for condenada em caso de assédio moral ou sexual contra as mulheres, ficará impedida de participar de licitações do governo estadual. O poder público vai exigir esta certidão quando abrir seu processo para realização de compras, obras ou serviços.

O autor alega que a empresa que tiver resolvido suas pendências com a Justiça, como pagamento de indenização ou reparação aos danos, então poderá novamente concorrer nas licitações públicas. A proposta segue para as comissões da Assembleia, para depois ser votada pelos deputados.



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