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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Setembro de 2017

14/08/2017 13:24

Deputada quer levar à Assembleia projeto do movimento "Escola sem Partido"

Audiência sobre o tema ocorreu hoje na Câmara Municipal

Leonardo Rocha e Ricardo Campos Jr
Eduardo Bolsonaro, ao lado da deputada Mara Caseiro, que pretende levar projeto para Assembleia  (Foto: Marcos Ermínio)Eduardo Bolsonaro, ao lado da deputada Mara Caseiro, que pretende levar projeto para Assembleia (Foto: Marcos Ermínio)

O projeto polêmico que proíbe professores de debaterem política dentro da sala de aula, pode chegar a Assembleia Legislativa, e gerar a discussão em âmbito estadual. A deputada Mara Caseiro (PSDB) participou de audiência sobre o tema, na Câmara Municipal, e disse que vai apresentar a matéria no legislativo.

Mara esteve na audiência conduzida pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-RJ), filho de Jair Bolsonaro (PSC-RJ). O seminário quis apresentar as intenções do programa "Escola sem partido", que pretende afixar cartazes nas salas de aula, com uma série de deveres aos professores, que não poderão fazer "doutrinação política" aos alunos.

"O projeto é constitucional e não tem vícios de legalidade, por isso entendo legítimo estender em âmbito estadual. A intenção não é impedir os professores de falarem de política, e sim de doutrinar os alunos. Eles devem mostrar as diferentes correntes de pensamento", disse a deputada.

Ela garante que vai ouvir as "vozes contrárias" ao projeto, até para estimular o devido debate. Também espera que tenha um "desfecho" diferente da Câmara Municipal, onde a proposta foi apelidada de "Lei da Mordaça" e foi vetada pelo prefeito Alcides Bernal (PP). 

Audiência - O deputado Eduardo Bolsonaro aproveitou o evento para fazer um breve histórico das correntes e sistemas políticos, para justamente defender o programa (Escola sem partido), ao alegar que esta "doutrinação ideológica" sempre foi prevista para ser feito nas escolas.

Ele disse que estar aberto ao debate, mas criticou os opositores que ao invés de participar da discussão, "preferem ficar nos protestos e fazer barulho". O parlamentar está percorrendo diversas capitais e cidades do Brasil, para discutir o tema, que será avaliado pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados, antes do projeto seguir ao plenário.

O evento em Campo Grande ainda teve a participação do advogado Miguel Nagib, fundador do Movimento Escola Sem Partido, e o vereador do município de Niterói (RJ) Carlos Jordy, que protocolou o projeto em sua cidade.

Protestos - Do lado de fora da Câmara Municipal, um grupo protestou contra o programa, com gritos de guerra e cartazes criticando a "Lei da Mordaça". Eles chegaram a entrar no plenário para participar do seminário, onde ocorreu bate boca e discussão ríspida com os defensores, mas nçao houve incidentes maiores ou agressões.

Na escadaria da Câmara houve mais discussões e provocações de ambos os lados, porém a confusão ficou apenas neste nível. Um grupo de guardas municipais ficaram atentos a qualquer confronto, para garantir a segurança, fato que não ocorreu.




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