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Campo Grande, Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017

05/09/2017 13:00

Deputados dizem ser favoráveis ao fim das coligações proporcionais

Leonardo Rocha
Deputados Amarildo Cruz e Lídio Lopes dizem ser favoráveis a mudança (Foto: Victor Chileno/ALMS)Deputados Amarildo Cruz e Lídio Lopes dizem ser favoráveis a mudança (Foto: Victor Chileno/ALMS)

Os deputados estaduais ouvidos pelo Campo Grande News disseram ser favoráveis ao fim das coligações proporcionais, que está na pauta da Câmara Federal, para ser votada hoje (05), dentro do projeto da reforma política. Eles alegam que esta mudança fortalece os partidos, que terão que se estruturar para eleição.

"Só vão ficar aqueles partidos que tem estrutura e estão preparados para eleição, assim poderemos inclusive diminuir o número de siglas, deixando o processo mais transparente para a população e cada um terá que se preparar para os pleitos", disse o deputado Eduardo Rocha (PMDB).

Para George Takimoto (PDT), o fim das coligações vai fazer que haja esta busca de votos por seus candidatos e não aproveitar a boa votação de outras legendas, que estão dentro da sua coligação. "Quem se organizar melhor vai continuar elegendo, já os que não se prepararem serão eliminados".

Já Lídio Lopes (PEN) disse que com esta mudança, os partidos vão se planejar para esta chapa pura, sem utilizar a votação de outras legendas, para buscar força política. Ele no entanto, acredita que a questão não vai ser aprovada a tempo. "Não vai existir tempo hábil, pois além de ter um acordo na Câmara, precisam aprovar no Senado, antes do começo de outubro".

Rinaldo Modesto (PSDB) mencionou que muitos partidos apenas "negociam espaço" durante a eleição, sem até a busca pro eleger candidatos. "Vai fortalecer os partidos que já tem consistência, e assim diminuir o número de agremiações, será importante para os eleitores e campanhas", avaliou o tucano.

Para Amarildo Cruz (PT) a aprovação do fim das coligações (proporcionais) precisa vir com outras mudanças, como o financiamento público de campanha e distrital puro. "Se não for mudanças abrangentes, só esta alteração não muda muito o quadro eleitoral e todo o sistema política, que precisa da devida revisão".

Os deputados federais e senadores precisam aprovar a reforma política até o começo de outubro, um ano antes da eleição, para poder valar para o pleito de 2018. As propostas também precisam do apoio de 3/5 dos votos, o que significa 308 deputados e 49 senadores.

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