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Política

“Deveria ter coragem de voltar”, diz suplente de Claudinho sobre cadeira vaga

Lívio Leite disse à imprensa que recorre da suspensão de posse e caracterizou a situação "como uma novela"

Por Gustavo Bonotto e Fernanda Palheta | 24/05/2024 19:49
O vereador Lívio Leite durante entrevista à imprensa. (Foto: Juliano Almeida)
O vereador Lívio Leite durante entrevista à imprensa. (Foto: Juliano Almeida)

Lívio Leite (União Brasil), afirmou que irá recorrer da decisão que suspendeu a posse ao cargo de vereador deixado em vacância por Claudinho Serra (PSDB), investigado pela Operação Tromper e que atualmente está de licença da Câmara Municipal de Campo Grande. No entanto, o médico apontou que o titular da vaga deveria ter coragem para voltar a ocupar sua cadeira na Casa de Leis.

Minutos antes do evento que lança a pré-candidatura de Rose Modesto à prefeitura, na noite desta sexta-feira (24), Leite caracterizou a situação como uma novela. "[...] de vários capítulos. A Câmara [Municipal de Campo Grande] recorreu, os meus advogados também recorreram. Não iremos desistir fácil. Essa vaga é do Claudinho, e ele deveria ter a coragem de assumir a cadeira. Só precisa se livrar da tornozeleira", caracterizou.

Ontem foi determinada pela 2ª Vara de Fazenda Pública e de Registros Públicos do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) a convocação imediata do 8º suplente, Giancarlo Josetti Sandim, o Gian Sandim (PSDB). Ele “briga” pela vaga porque é o único dos suplentes que não saiu do partido. Lívio deixou o PSDB e foi para o União Brasil, porém fez a troca durante a janela partidária, período em que os vereadores podem fazer a mudança sem perder o mandato.

O suplente relatou ao Campo Grande News que tem nomes para nomear, e assim, compor o mandato. "O pessoal ia fazer a perícia médica no IMPCG (Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande), mas não deu tempo também. É um mandato que pode nem chegar a 120, 60, ou 30 dias, né? Tudo depende", finalizou.

Mais cedo, o presidente da Câmara disse não ter sido notificado sobre a decisão que anula a posse de Lívio. Carlos Augusto Borges, o “Carlão” (PSB), adiantou que iria recorrer pois a Justiça Eleitoral havia informado que Lívio é o suplente que tem direito a vaga, durante os 4 meses de afastamento de Claudinho, que agora usa tornozeleira eletrônica como medida cautelar.

Lívio tomou posse na terça-feira (21), mas Gian segue tentando "ocupar" o lugar. O presidente da Câmara tem o prazo de 48 horas, ou seja dois dias, para cumprir a decisão, convocando Sandim.

“A intenção nossa é protocolar no Tribunal de Justiça hoje para saber para qual desembargadores vai cair e segunda-feira ou terça-feira a gente aguarda essa essa liminar derrubando essa liminar da Justiça Comum. Nós entendemos que isso é matéria da Justiça Eleitoral. Nem analisei ainda a posse desse Sandin, talvez se eu conseguir fazer essa posse é para segunda ou terça-feira, se eu não conseguir derrubar a liminar”, informou Carlão.

Claudinho Serra foi preso por 23 dias e agora usa tornozeleira eletrônica por suspeita de integrar grupo que desviava recursos da Prefeitura de Sidrolândia, quando atuou como secretário de Fazenda na gestão sogra e atual da prefeita Vanda Camilo (PP). Faltando apenas três sessões para perder o mandato de vereador, Claudinho apresentou atestado com validade de um mês por estar "psicologicamente abalado". Em seguida, o vereador pediu afastamento para tratar de interesse particular por quatro meses.

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