Eleitora chega para votar e descobre que "xará" votou em seu lugar
Biometria falhou quatro vezes antes de mesa liberar voto registrado no cadastro errado

Imagine se deslocar para votar e alguém, com o mesmo nome que o seu, já ter votado em seu lugar? Foi o que aconteceu com a vendedora Elenir Santos, de 43 anos, no fim da tarde deste domingo (4), na Escola Municipal Tomaz Ghirardelli, maior colégio eleitoral de Campo Grande. Outra eleitora chamada "Elenir" foi identificada por engano no cadastro dela depois de quatro falhas na biometria e votou, o que impediu a vendedora de participar da eleição.
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Uma vendedora de 43 anos, Elenir Santos, não conseguiu votar na tarde de domingo (4), na Escola Municipal Tomaz Ghirardelli, maior colégio eleitoral de Campo Grande, porque outra eleitora com o mesmo primeiro nome votou com o cadastro dela. Segundo o juiz auxiliar Claudio Pareja, do TRE-MS, mesários selecionaram o título errado e liberaram a votação após falhas na biometria. A Justiça Eleitoral registrará o caso em ata para regularizar a situação da vendedora.
“Cheguei aqui pra votar e aí, quando eu cheguei na seção, meu voto já tinha sido feito”, contou Elenir ao Campo Grande News.
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Ela descobriu o problema somente diante dos mesários, quando o sistema indicou que seu comparecimento e seu voto já estavam registrados. A outra mulher havia apresentado documento, assinado a lista e usado a urna sem perceber que todo o procedimento tinha sido vinculado ao cadastro errado.
Segundo ela, a explicação recebida no local foi de que a biometria da outra eleitora falhou repetidamente e, depois disso, houve a liberação manual para a votação. “Minha biometria não deu. Eu, Elenir, pessoalmente, não votei, mas no sistema alguém votou no meu nome”, afirmou.
Consultado pela reportagem, o juiz auxiliar das eleições Cláudio Pareja, do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), explicou que a falha começou na identificação da primeira eleitora. Segundo ele, os mesários selecionaram o cadastro de Elenir Santos por engano.
“Havia ido uma eleitora antes e fizeram a conferência. Chamava Elenir também e colocaram o número do título da Elenir errado”, explicou. Diante disso, os mesários seguiram o procedimento para liberar a votação sem a leitura da digital, mas mantiveram aberto o cadastro incorreto.
“Quando a biometria não dá certo, a pessoa tenta quatro vezes. Aí o mesário coloca o número dele e isenta a biometria. Quando não tem biometria, a pessoa tem que assinar. Eles fizeram tudo isso em nome da Elenir que foi impedida de votar”, afirmou Pareja.
Segundo o juiz, nem os mesários nem a mulher que votou perceberam a troca. Ela assinou no espaço correspondente à outra eleitora e seguiu para a urna.
“Vamos registrar isso em ata para ter essa informação de que ela votou no lugar errado. Daí ela vai conseguir regularizar o título dela com base inclusive na ata da própria seção”, afirmou.
Segundo Pareja, situações semelhantes são raras e eram mais frequentes antes da biometria, quando a identificação dependia principalmente da conferência documental e da assinatura.


