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Campo Grande, Sexta-feira, 18 de Agosto de 2017

15/10/2015 13:25

Ex-deputado ruralista e esposa serão os primeiros a depor na CPI do CIMI

Michel Faustino e Leonardo Rocha
O pecuarista Ricardo Bacha e a esposa Jucimara serão os primeiros a depor à CPI. (Foto: Reprodução)O pecuarista Ricardo Bacha e a esposa Jucimara serão os primeiros a depor à CPI. (Foto: Reprodução)

O ex-deputado estadual Ricardo Bacha e sua esposa, Jucimara Barbosa Bacha, serão os primeiros a depor na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), que foi instalada na Assembleia Legislativa para apurar atuação da entidade junto as comunidades indígenas no Estado.

Em maio de 2013, índios da etnia Terena ocuparam a fazenda Buriti, de Bacha, localizada em Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande.

Dono de duas fazendas, conforme listou na declaração de bens à Justiça Federal em 2006, quando foi candidato e não eleito a deputado estadual pelo PPS, ele acusa os índios de ampliar terras no Estado.

“Em Mato Grosso do Sul não existem terras, mas sim aldeias. Os índios não querem demarcação, eles querem ampliar as terras que já tem”, declarou.

Na terça-feira (13) o sociólogo e jornalista Lorenzo Carrasco e o jornalista Nelson Barretto deporam de forma colaborativa à CPI. Eles fizeram um resgate histórico da atuação da igreja junto as comunidades indigenas no Brasil, e em geral foram contrários a atuação do CIMI.

Gastos- A presidente da CPI, deputada Mara Caseiro (PT do B), informou que na próxima semana deve se reunir com os membros da comissão para definir como irá funcionar os gastos com os trabalhos. A reunião estava prevista para acontecer nesta quinta-feira (15).

A deputada defende a contratação de profissionais de fora da assembleia, que irão contribuir de forma imparcial para analise de documentos, contratos e auditórias em relação ao CIMI.

De acordo com Mara, além da atuação junto as comunidades indígenas no Estado, a CPI deve questionar a entidade quanto aos recursos angariados junto a entidades internacionais, bem como, de que forma esse dinheiro é gasto.

“Queremos saber se o que eles recebem é utilizado na melhoria da qualidade de vida dos índios ou para outros interesses”, disse.




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