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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

16/12/2016 11:14

Futuro secretário planeja ajuste fiscal e combate a sonegação na Capital

Pedrossian Neto cita corte de gastos, mas sem aumento de imposto

Leonardo Rocha
Pedro Pedrossian Neto, em evento, durante anúncio dos secretários de Marquinhos Trad (Foto: Fernando Antunes)Pedro Pedrossian Neto, em evento, durante anúncio dos secretários de Marquinhos Trad (Foto: Fernando Antunes)

O futuro secretário de Planejamento e Finanças, Pedro Pedrossian Neto, afirmou que a prefeitura de Campo Grande irá passar por ajuste fiscal "robusto", que terá corte de gastos, redução de comissionados, renegociação de contratos e combate a sonegação. "Teremos que promover medidas duras, mas não haverá aumento de impostos".

Em entrevista ao Campo Grande News, Pedrossian explicou que esta "austeridade fiscal" será necessária para as contas do município, para conter o déficit mensal, que chega a R$ 30 milhões por mês. "Nos dois primeiros meses existe um superávit que é sazonal, mas depois a arrecadação vai cair, precisamos fazer esta poupança, para o restante do ano".

Ele ponderou que esta "poupança" foi usada nos últimos anos, para pagar as "contas do passado", por isto gerou este desequilíbrio nas contas. "Esperamos muito trabalho pela frente, que vai exigir dedicação e senso de responsabilidade, com austeridade nos gastos públicos".

Pedrossian cita o corte de gastos, redução de 30% dos cargos em comissão e também do custeio da máquina pública. "Temos que diminuir o desperdício e o custeio de bens e serviços". Para isto promete reavaliar os contratos com os fornecedores, para que haja redução de preços, sem alteração nas atividades ou na compra dos produtos.

Outra preocupação citada pelo futuro secretário, é combater a sonegação fiscal, com o aumento da fiscalização pelos órgãos responsáveis. "O município é o primo pobre da federação, recebe menos impostos, mas os prefeitos são aqueles são mais cobrados em tempo de crise, as pessoas querem soluções para os problemas", pontuou.

Herança - Integrante da equipe de transição, Pedrossian Neto diz que recebeu a informação que a prefeitura de Campo Grande está buscando recursos para o pagamento do 13° salário, mas ele avalia que dificilmente será efetivado neste ano. "Acredito que fica para o ano que vem e pode ser parcelado".

O atual secretário municipal de Finanças, Disney de Souza, diz que a prefeitura deve anunciar como fará este pagamento, na próxima segunda-feira (19). São 22 mil servidores e uma folha mensal, que gira em torno de R$ 100 milhões.

Na semana passada, o prefeito Alcides Bernal (PP) admitiu que o 13° salário pode ser pago só e janeiro de 2017, por falta de recurso em caixa. No ano passado, o pagamento foi escalonado por datas e salários.




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