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Campo Grande, Quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

04/12/2015 16:00

Gaeco quer denunciar 8 vereadores e mais 5 por cassação de Bernal

Edivaldo Bitencourt e Michel Faustino
Promotor Marcos Alex está confiante que caso seguirá adiante na PGJ e Justiça (Foto; Fernando Antunes)Promotor Marcos Alex está confiante que caso seguirá adiante na PGJ e Justiça (Foto; Fernando Antunes)

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) concluiu que 13 pessoas cometeram crimes e podem ser denunciadas à Justiça pela suposta compra de votos para cassar o mandato de Alcides Bernal (PP) em 12 de março de 2014. No relatório, concluído e encaminhado hoje à Procuradoria Geral de Justiça, os promotores pedem a denúncia de oito ex-vereadores, do ex-vereador Alceu Bueno, do prefeito afastado Gilmar Olarte (PP) e do empresário João Alberto Krampe Amorim.

Durante entrevista coletiva, na tarde de hoje, o promotor Marcos Alex Vera de Carvalho, coordenador do Gaeco, não revelou nomes. No entanto, confirmou que a investigação realizada nos últimos quatro meses concluiu que houve os crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Ele revelou que o processo encaminhado ao procurador-geral de Justiça, Humberto Brites, tem 245 folhas e tem como base o processo de 4,8 mil páginas distribuídas em 24 volumes. O início da Operação Coffee Break foi a Operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal, que flagrou, em gravações telefônicas, empresários e vereadores articulando a cassação de Bernal.

De acordo com Marcos Alex, oito vereadores e um ex-vereador podem ser denunciados por corrupção passiva. Três vereadores e mais quatro pessoas devem responder pelo crime de corrupção ativa. Já três podem ser indiciados por associação criminosa.

Durante a investigação, os promotores do Gaeco encontraram indícios de que mais cinco pessoas, que foram ouvidas na condição de testemunha, devem ser alvo de novo inquérito, porque há provas de envolvimento no suposto esquema criminoso para cassar o mandato de Bernal.

A Operação Coffee Break foi deflagrada no dia 25 de agosto deste ano, quando a Justiça determinou o afastamento de Gilmar Olarte do cargo de prefeito e de Mario Cesar Oliveira da Fonseca (PMDB) da presidência da Câmara. Na ocasião, 13 pessoas foram conduzidas coercitivamente a sede do Gaeco para prestar depoimentos.

Entre os investigados estavam os empresários João Alberto Krampe Amorim dos Santos, dono da Proteco; João Baird, dono da Itel Informática; e Fábio Portela Machinski; os vereadores Mario Cesar, Edil Albuquerque (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Waldecy Batista Nunes, o Chocolate (PP); Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB); Edson Shimabukuro (PTB), Paulo Siufi (PMDB), Gilmar da Cruz (PRB); Jamal Salem (PR), que era titular da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), e do ex-vereador José Alceu Padilha Bueno.

A partir da entrega, nesta sexta-feira, a Procuradoria Geral de Justiça terá 15 dias para analisar o processo e decidir pelo arquivamento ou denúncia dos 13 investigados. Marcos Alex está confiante na oferta da denúncia, que pode ser aceita ou recusada pela Justiça.




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