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Política

Greve continua nas escolas; Olarte e Reinaldo voltam a alegar falta de recurso

Por Juliana Brum e Leonardo Rocha | 01/06/2015 11:23
O prefeito Gilmar Olarte afirma que diálogo está aberto com a categoria (Foto - Marcelo Calazans)
O prefeito Gilmar Olarte afirma que diálogo está aberto com a categoria (Foto - Marcelo Calazans)

A greve das escolas municipais e estaduais continua nesta segunda-feira, sem chegar num acordo comum. Tanto o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) quanto o prefeito Gilmar Olarte (pp), voltaram a afirmar a dificuldade financeira durante eventos na Capital nesta manhã (1).

"Estamos avançando no diálogo que nunca deve sessar. Existem reivindicações legitimas a respeito do piso salarial e 20 horas, porém não tem condições financeiras agora. Já apresentamos nossa proposta. O diálogo com a categoria tem que ser permanente para se chegar num denominador comum. Nesta história não tem que haver vencedores nem vencidos" disse o governador Reinaldo Azambuja (PSDB)

"Também somos à favor que professores e médicos ganhem bem, mas demos cumprir a lei de responsabilidade fiscal. Não fechamos o diálogo, iremos conversar constantemente com a classe" afirmou o prefeito Gilmar  Olarte (PP).

A assessoria de imprensa da Secretária de Educação do Governo está finalizando as parciais da adesão nesta semana. De acordo com a assessoria na semana passada no interior 118 escolas funcionaram normalmente, cerca de 40% do total; 89 escolas pararam as atividades, e em outras 69, a paralisação foi parcial. Também teriam 19 estabelecimentos de ensino que estariam decidindo a adesão e não informaram a situação.

Em todo o estado são 279 mil alunos na rede estadual de ensino, distribuídos em 362 escolas, com cerca de 20 mil professores e 6.200 funcionários administrativos. Roberto Botarelli observou que a greve tem adesão total dos profissionais da educação, considerando que a reivindicação refere-se aos 10,98% de reajuste para os professores para integralização do piso nacional para 20 horas semanais e também o reajuste e a antecipação da data base de maio para o mês de janeiro para os funcionários administrativos.

Quanto as escolas municipais segundo o presidente do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), Geraldo Gonçalves, cerca de 50% das escolas aderiram à greve até o momento.

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