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Política

Líder do prefeito nega manobra para “esvaziar” a sessão de julgamento

Por Josemil Arruda | 21/12/2013 08:55
Bernal já tem nove na base e pode ganhar mais dois vereadores na segunda (Foto: arquivo)
Bernal já tem nove na base e pode ganhar mais dois vereadores na segunda (Foto: arquivo)

O líder do prefeito na Câmara de Campo Grande, vereador Marcos Alex (PT), garante que não está articulando a estratégia de “esvaziar” a sessão extraordinária que julgará Alcides Bernal (PP), podendo cassar-lhe o mandato. A sessão deve ser realizada no dia 30 de dezembro, segunda-feira, primeiro dia útil após a apresentação do relatório final da Comissão Processante.

A apresentação do relatório da Comissão Processante está prevista para a próxima sexta-feira (27). O presidente da comissão, vereador Edil Albuquerque (PMDB), informou que 70% do relatório já está concluído, faltando apenas acrescentar a defesa escrita do prefeito Alcides Bernal, cujo prazo de apresentação termina na próxima segunda-feira (23).

Como a época é de festas de final de ano, a obstrução da sessão extraordinária poderia ser executada pelos articuladores políticos da gestão de Bernal mais facilmente do que conseguir os votos suficientes para barrar a cassação. Para instalação e punição do prefeito com a perda do mandato há a necessidade do voto de dois terços dos vereadores, no caso de Campo Grande 20 dos 29 integrantes da Câmara.

A manobra já foi tentada uma vez e envolveu o vereador Jamal Salém (PR) no dia 8 de outubro, na primeira tentativa de se apreciar o pedido de criação da Comissão Processante. A alegação foi de viagem de Jamal. Para alguns vereadores, que ainda hoje mantém o discurso de oposição, mas na prática já está apoiando Bernal, é menos constrangedor faltar à sessão do que votar, abertamente, contra a cassação.

Marcos Alex garante, porém, que não está orquestrando a obstrução da sessão de julgamento do prefeito. “Não isso. O que nos preocupa é que na véspera do Natal, das festas de final de ano, já se tente marcar data para tentar cassar o prefeito. E num momento em que quatro vereadores sentiram na pele o que é a cassação, mas graças a Deus conseguiram voltar”, afirmou o petista.

Em sendo realizada a sessão e ocorrendo o quórum mínimo de dois terços dos vereadores para abertura do julgamento, já que este é o mínimo de votos para cassação, a bancada fiel a Bernal já contabiliza que terá mais de 10 vereadores, o suficiente para impedir a punição a ser proposta pela Comissão Processante.

Por ocasião da criação da Comissão Processante da Câmara, no dia 15 de outubro, Bernal só pode contar com oito dos 29 vereadores, Zeca do PT, Alex do PT, Airton Araujo (PT), Cazuza (PP), João Rocha (PSDB), Luisa Ribeiro (PPS), Carlão (PSB) e Gilmar da Cruz (PRB). Agora essa base começa a ser ampliada, já tendo aderido Jamal Salém (PR) e podendo integrá-la a partir de segunda-feira Paulo Pedra (PDT) e Edson Shimabukuru (PTB), com nomeações de novos titulares para as agências municipais de Habitação (Emha) e de Trânsito (Agetran). Confirmas essas adesões a base de apoio de Bernal terá 11 vereadores.

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