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Política

Lívio aguarda publicação no Diário Oficial para assumir vaga na Câmara

A dúvida agora é sobre quanto tempo ele ficará no lugar de Claudinho Serra, que entrou com atestado médico

Por Ângela Kempfer e Caroline Maldonado | 14/05/2024 11:25
Lívio em sessão da Câmara Municipal em 2028, quando era vereador. (Foto: Arquivo/Câmara)
Lívio em sessão da Câmara Municipal em 2028, quando era vereador. (Foto: Arquivo/Câmara)

O suplente Lívio Viana Leite (União Brasil) aguarda publicação no Diário Oficial para assumir vaga na Câmara Municipal de Campo Grande. O ex-vereador anunciou que pedirá afastamento de suas funções como perito no INSS e também médico legista da Sejusp (Secretaria estadual de Justiça e Segurança Pública) para poder sentar na cadeira de Cláudio Serra Filho (PSDB).

Lívio era do PSDB e foi para o União Brasil, mas poderá assumir a cadeira no Legislativo mesmo após mudar de partido porque respeitou a “janela partidária”, prazo fixado para o parlamentar trocar de legenda sem perda de mandato. Desta maneira não há impedimentos legais para ele assumir como suplente.

O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Carlos Augusto Borges, o "Carlão" (PSB), já havia informado ontem que iria convocar o 3º suplente de Claudinho Serra, afastado desde o dia 30 de abril após ser preso e,  após ser libertado, apresentar um atestado médico.

A dúvida agora é sobre quanto tempo Claudinho ficará afastado, já que pode renovar o atestado mês a mês. “Vou honrar os 2.772 votos que me foram confiados na última eleição pelo tempo que me for permitido nesse momento”, disse Lívio que é pré-candidato ao legislativo municipal nas eleições deste ano.

Carlão diz que já enviou a convocação para ser publicada em Diário Oficial, o que deve ocorrer até amanhã. Sobre Claudinho, o presidente da Câmara diz que o vereador "pode pedir até 150 dias de licença, não renumerada".

Vereadores Victor Rocha, o "Dr. Victor", e Juari Lopes, o "Prof. Juari" durante sessão nesta terça-feira na Câmara Municipal (Foto: Caroline Maldonado)
Vereadores Victor Rocha, o "Dr. Victor", e Juari Lopes, o "Prof. Juari" durante sessão nesta terça-feira na Câmara Municipal (Foto: Caroline Maldonado)

Segundo ele, a opção pelo "mandato tampão" ocorre por pressão externa. "A imprensa sempre está cobrando da Câmara que são 29 vereadores e nós estamos com 28. Então eu convoquei o vereador... Se ele vai ficar 15 dias no cargo ou 20 dias... O regimento fala que não precisava chamar, mas eu estou decidindo chamar", comentou.

O PSDB perde mais uma cadeira na Câmara, mas não vê isso como problema, diz o vereador tucano Victor Rocha. "A gente tem os aliados... temos o PSB, Podemos, os Republicanos, que são os partidos que estão aí compondo na coligação junto com o PSDB para o Executivo Municipal. A gente acredita que não vai ter um desequilíbrio de forças aqui nessa casa, mesmo porque é algo temporário".

Do União Brasil, o vereador José Jacinto Luna Neto, o Zé da Farmácia reclama justamente da falta de uma solução definitiva. "Precisa ser resolvida logo essa situação, porque está chato para a Câmara também, né, o Claudinho não renunciar e gera essa turbulência aqui dentro", avalia.

Além de servidor público estadual e federal, Lídio é médico oftalmologista e ex-vereador por dois mandatos em Campo Grande. Também já foi diretor do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e secretário adjunto de Saúde do Estado.

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