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Campo Grande, Domingo, 15 de Julho de 2018

14/03/2017 08:29

Lula depõe sobre tentativa de, com Delcídio, comprar silêncio de Cerveró

Ex-senador de MS, Delcídio do Amaral também é réu na denúcia

Mayara Bueno
Ex-presidente da República, Lula (PT), presta depoimento hoje. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)Ex-presidente da República, Lula (PT), presta depoimento hoje. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
Ex-senador de Mato Grosso do Sul e ex-PT, Delcídio do Amaral. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)Ex-senador de Mato Grosso do Sul e ex-PT, Delcídio do Amaral. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Nesta terça-feira (14), o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva presta depoimento na 10ª Vara Federal de Brasília, na ação em que é acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. A audiência está marcada para as 10 horas, segundo informações da Agência Brasil.

Na ação em vai depor, Lula é réu junto com o pecuarista José Carlos Bumlai e o ex-senador de Mato Grosso do Sul, Delcídio do Amaral (sem partido-MS), além do banqueiro André Esteves e mais três pessoas, todos acusados pelo MPF (Ministério Público Federal) de tentar comprar o silêncio do ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, para que ele não firmasse acordo de delação premiada com a força-tarefa sobre a investigação.

Em novembro de 2015, Delcídio foi preso após ser gravado em seu gabinete por Bernardo Cerveró, filho de Nestor. No áudio, ele sugere um plano de fuga para o ex-diretor, em troca de seu silêncio. O então senador, que na época era líder do governo de Dilma Rousseff (PT) no Senado, oferece R$ 50 mil em ajuda à família de Cerveró.

Para o Ministério Público, o objetivo era impedir que Nestor Cerveró descrevesse a atuação do ex-parlamentar, bem como de Lula, André Esteves e Bumlai, no esquema de corrupção na Petrobras.

Lula havia solicitado que o depoimento fosse prestado por meio de videoconferência, a partir de São Bernardo do Campo, onde mora, mas teve a solicitação negada pelo juiz. O depoimento não é fechado, mas a Justiça Federal do Distrito Federal resolveu montar um esquema especial, com maior rigor no controle de entrada no local.



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