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Política

Mandetta fica e diz que o inimigo tem nome e sobrenome: Covid-19

Ministro reforçou que as ações de combate à doença seguem critérios técnicos

Por Maristela Brunetto | 06/04/2020 19:39
Ministro durante uma de suas coletivas de imprensa sobre a pandemia do coronavírus no país. (Foto: Isac Nóbrega/PR/ReproduçãoAGazeta) )
Ministro durante uma de suas coletivas de imprensa sobre a pandemia do coronavírus no país. (Foto: Isac Nóbrega/PR/ReproduçãoAGazeta) )

Depois de um dia inteiro com boatos de que seria demitido pelo presidente Jair Bolsonaro, agora há pouco o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que segue no Ministério, conduzindo as ações de combate à pandemia do coronavírus. Segundo ele, há um inimigo, com nome e sobrenome, para ser enfrentado: Covid19.

Mandetta descreveu um dia de tensão, com pessoas começando a esvaziar gavetas, “de solavancos”, que as pessoas da pasta “ficaram avoadas”, mas que todos continuariam, repetindo frase dita dias atrás, de que médico não abandona o paciente. Foi um dia muito duro para todos, disse, em relação à equipe.

Ele argumentou que a equipe deve contar com melhor ambiente de trabalho, superando críticas que “em determinadas situações não vem no sentido de construir”, mencionando aquelas direcionadas às medidas sanitárias.

Mandetta não comentou sobre o teor da conversa com o presidente, apenas observou que foi uma reunião “boa e produtiva”, que o governo será mais produtivo.

Repetiu os desafios relacionados à pandemia, as cobranças por respostas e perspectivas, que nem sempre podem ser respondidas, dado o ineditismo da doença. Fez menção a profissionais de saúde nos postos e hospitais, dizendo que a equipe do Ministério é um espelho dessas pessoas e que ali reuniram as informações dos especialistas.

Mandetta ainda comentou que a pasta se abriu aos demais ministérios para agregar as tarefas para enfrentar a pandemia. O ministro informou que segue entre os desafios garantir o fornecimento de equipamentos, explicando que espera que os parâmetros internacionais de comércio dêem conta de garantir as tratativas feitas, uma vez que nos últimos dias os Estados Unidos acabaram adquirindo matérias que o Brasil e vários outros países já tinham adquirido.

Ainda reiterou a necessidade do isolamento social, uma vez que a logística desenhada pelo Ministério para a rede de atendimento não estava pronta e era preciso dificultar o contágio da doença para evitar o colapso do sistema. Citou que o Brasil ainda não segue uma quarentena ou lockdown, quando tudo é paralisado, explicando àqueles que queiram ter alguma breve atividade nas ruas, que não permitam aglomerações.  “Vamos sair juntos”, pontuou.

A fala do ministro foi acompanhada por técnicos e parlamentares, que expressaram apoio a Mandetta.