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Política

MDB insiste em candidatura de André e mantém convenção do dia 4

Em reunião nesta tarde (20), diretório regional anuncia que habeas corpus será apresentado na segunda-feira.

Anahi Gurgel | 20/07/2018 17:15
Diretório reunido durante anúncio de que pré-candidatura de André Puccinelli está mantida, e que espera soltura para semana que vem. (Foto: Anahi Gurgel)
Diretório reunido durante anúncio de que pré-candidatura de André Puccinelli está mantida, e que espera soltura para semana que vem. (Foto: Anahi Gurgel)

Está mantida a pré-candidatura ao governo de Mato Grosso do Sul, pelo MDB (Movimento Democrático Brasileiro), o nome de AndréPuccinelli, que foi novamente preso pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (20), em Campo Grande. O anúncio foi feito pela executiva do partido nesta tarde, durante reunião na sede do Diretório Regional, localizado na Avenida Mato Grosso.

Foi breve o comunicado, feito com a presença das principais lideranças do MDB e de partidos aliados. Foram necessários 10 minutos para reafirmar a intenção de lançar o ex-governador nas eleições deste ano e anunciar que a convenção estadual está mantida para o dia 4 de agosto.

“Está mantida a convenção, todas as agendas do partido e, principalmente, a pré-candidadura de Puccinelli. Ele já mandou avisar que “vem pra cima”", disse o deputado estadual Júnior Mocchi, presidente da Assembleia Legislativa do estado.

O parlamentar foi o designado para acompanhar a situação e entender a medida junto aos advogados da legenda.

“Causa estranheza que a prisão ocorreu em decorrência do mesmo inquérito da Lama Asfásltica que culminou na prisão de André, do filho dele e de advogados em novembro do ano passado. São os mesmos fatos, que já foram apreciados e deram embasamento para o habeas corpurs", disse.

Mocchi informou ainda que os advogados irão entrar com pedido de habeas corpus na segunda-feira (23), e há expectativa de que Puccinelli seja liberado na terça (24).

Líder da bancada do MDB e presidente da Assembléia Legislativa, Júnior Mocchi conversa com imprensa após reunião no diretório, nesta tarde (20). (Foto: Anahi Gurgel)
Líder da bancada do MDB e presidente da Assembléia Legislativa, Júnior Mocchi conversa com imprensa após reunião no diretório, nesta tarde (20). (Foto: Anahi Gurgel)

“Não há plano B, e sim plano A, de André. Não podemos afirmar se há conotação política, mas chama atenção a prisão acontecer dias antes da convenção, como da outra vez”, ressaltou.

Já o senador Waldemir Moka, encarregado pela abertura da reunião, disse que a prisão desta manhã foi "inesperada".

"Queremos que a situação seja resolvida naturalmente. Estamos tomando medidas jurídicas cabíveis para a soltura mas, politicamente, nada muda. Somos homens e mulheres experientes e fatos semelhantes já aconteceram outras vezes em nosso estado", pontuou.

O anúncio foi feito sob a presença de representantes do PHS (Partido Humanista da Solidariedade), PMN (Partido da Mobilização Nacional), PEN Patriota, PSDC (Democracia Cristã), PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro), PR (Partido da República), PTC (Partido Trabalhista Cristão), PRP (Partido Republicano Trabalhista) e Avante.

Outras legendas que já haviam anunciado apoio nessas eleições não compareceram nesta tarde porque a reunião foi agendada de "última hora", informou Mocchi.

Prisão - O ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Executivo estadual, ndré Puccinelli (MDB), está preso no Centro de Triagem Anísio de Lima, juntamente com seu filho, o advogado André Puccinelli Junior, que abriu mão da prerrogativa de advogado para ficar junto com o pai.

Também foi preso o advogado João Paulo Calves. Os três já haviam sido detido na 5ª fase da Operação Lama Asfáltica, batizada de Papiros de Lama, em 14 de novembro de 2017.

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