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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

29/08/2016 13:52

Mesmo com tecnologia, eleitor ainda vota por proximidade, diz especialista

Ricardo Campos Jr.
Para cientista político, população, embora tenha recursos, ainda vota por conveniência ou proximidade (Foto: arquivo)Para cientista político, população, embora tenha recursos, ainda vota por conveniência ou proximidade (Foto: arquivo)

Aplicativos e programas criados pela Justiça Eleitoral tornam pública a vida dos candidatos, melhoram a relação deles com a população, deixam a disputa mais justa e ajudam a denunciar irregularidades, mas ainda é cedo para dizer se eles mudam o perfil das escolas feitas nas urnas.

Para o cientista político da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) Daniel Miranda, conveniência e proximidade ainda são dois fatores que pesam bastante na hora de decidir em quem votar.

“A princípio, a diversificação das fontes de informação não necessariamente tem impacto sobre as escolhas. É difícil afirmar que a maioria dos eleitores escolha seus candidatos com base em informações. Acabam misturando com outros motivos. A parcela de eleitores que pesquisa, busca conhecer e investigar o passado é pequena”, pontua.

Segundo Miranda, grande parte dos eleitores ainda opta por gestores conhecidos de amigos e parentes, que são de partidos pelos quais tem mais simpatia, por apoiarem causas específicas ou até mesmo por fazerem parte de determinadas categorias profissionais.

“Essa coisa de o eleitor ser enganado é relativa. Em geral eles acabam escolhendo o candidato mais próximo dele. O eleitor não necessariamente vota no candidato porque acredita nas promessas, mas por acreditar nesse tipo de vínculo”, comenta o cientista político.

Na opinião do juiz eleitoral David de Oliveira Gomes Filho, embora o perfil de voto seja heterogêneo e por variados motivos, o uso das tecnologias pela Justiça Eleitoral abre possibilidades.

“Não tem como você dizer, em um mundo como esse, que as tecnologias não ajudam tanto o eleitor a conhecer o candidato como o candidato se comunicar com o eleitor e a justiça se comunicar com todos, candidatos e eleitores”, explica.

Segundo ele, existem ferramentas para aqueles que as procuram e não são voltadas apenas à população, mas por exemplo há aplicativos para que advogados de partidos e candidatos acompanhem o andamento de processos judiciais e alerta sobre prazos para defesa, manifestações e sentenças.

É incontestável, segundo ele, que a tecnologia torne a disputa mais transparentes. Hoje com o DivulgaCand, por exemplo, se algum eleitor que acompanha o programa descobre inconsistência em bens ou informações sobre os candidatos, também podem fazer denúncias pela internet e contam com um manual elaborado pela Polícia Federal com dicas de como reunir provas que ajudem nas investigações para que elas possam ter resultado.

“A tecnologia já entrou na vida das pessoas e entrou com peso e ela tem um impacto na nossa vida que ninguém fica mais alheio ao que está acontecendo no mundo a menos que queira ou que seja alguém mais simples ou com mais idade que ainda não estão conectadas”, diz.




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