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21/03/2013 18:28

Moka admite apoio ao PSDB para a sucessão de André em 2014

Zemil Rocha
Moka revelou que já vem conversando com Reinaldo Azambuja (Foto: Arquivo)Moka revelou que já vem conversando com Reinaldo Azambuja (Foto: Arquivo)

Uma das principais lideranças do PMDB em Mato Grosso do Sul, o senador Waldemir Moka admitiu hoje a possibilidade de seu partido apoiar a candidatura de Reinaldo Azambuja, presidente regional do PSDB, à sucessão do governador André Puccinelli. “Vejo como uma chapa muito competitiva: Reinaldo, Simone e Nelsinho, com apoio do André no governo”, defendeu Moka esta tarde, em entrevista ao Campo Grande News.

Os preparativos do PSDB para lançar Reinaldo Azambuja já começaram com o lançamento do projeto “Pensando Mato Grosso do Sul”, que visa colher subsídios para um programa de governo. Esta manhã, o presidente regional do PPS, Athayde Nery, que foi vice de Azambuja na eleição para a prefeitura da Capital, admitiu que PPS e PSDB devem estar juntos novamente em 2014, com o tucano encabeçando a chapa.

O cenário de apoio peemedebista ao candidato do PSDB na sucessão estadual, segundo Moka, é diante da intenção do governador André Puccinelli de não disputar vaga do Senado. Ressalva, porém, que o PMDB vai insistir que André renuncie ao governo, no prazo legal, e seja candidato a senador. Indagado se realmente Puccinelli não vai ser candidato, Moka respondeu: “O que ele diz pra gente é que vai terminar o governo”.

Se fosse o inverso, na perspectiva de que André renunciasse para disputar vaga do Senado, para Moka, o “caminho natural” do PMDB seria apostar em Simone Tebet, que, sendo governadora nos últimos seis meses de governo, como candidata à reeleição. “Se a Simone assumisse como governadora, passaria a ser nome forte”, afirmou o senador peemedebista.

André não renunciando, haveria outro cenário, na avaliação de Moka. “Teríamos três vagas: Nelsinho e Simone e aí defendo a costura com o PSDB”. Questionado se realmente é viável um entendimento entre PMDB e PSDB, Moka respondeu: “ Venho conversando com o PSDB, com o Reinaldo Azambuja, e podemos estar juntos”.

Tratam-se de possibilidades, conforme o senador, que para se concretizarem e virarem fatos políticos demandam “costuras”, entendimentos. “Precisa conversar critérios, precisa ver pesquisas, definir quem vai nessa posição, quem vai naquela”, explicou o senador.

Se o PMDB selar apoio ao PSDB, num grande acordo, será a segunda vez que os peemedebistas abrirão mão da cabeça de chapa na relação entre os dois partidos. A primeira vez aconteceu em 2006 quando apoio Marisa Serrano, hoje conselheira do Tribunal de Contas do Estado.

Palanque nacional – A opção para o PMDB de marchar com candidatura própria, apoiar o PSDB ou buscar outra alternativa na sucessão estadual de 2014 tem como fator decisivo as definições que virem a acontecer na eleição para Presidente da República. Embora o PMDB apóie o PT a nível nacional, com entendimentos no sentido de a aliança apoiar a reeleição da presidente Dilma Roussef, há divergência com os petistas no cenário local.

Para Moka, o PT em Mato Grosso do Sul acabou “fechando as portas” para um entendimento com o PMDB, ao exigir um só palanque para a presidente Dilma no Estado. “Quando o Delcídio diz que aqui não vai ter dois palanques. É como se única forma de apoiar a Dilma fosse apoiá-lo para governo do Estado e o PMDB quer ter candidato próprio”, afirmou o peemedebista. “A menos que o PT mude de opinião, nós não vamos ficar brigando para apoiar a candidatura do PT a nível nacional. Vamos procurar outra alternativa. E aí não nos culpem, nem queiram cobrar nada da gente”, acrescentou.

Indagado se um entendimento com o PMDB no Estado ainda seria possível, Moka revelou ceticismo: “Não digo que é impossível, mas que é pouco provável”. Lembrou que o PT tem uma candidatura natural, que é a do senador Delcídio do Amaral, mas que o PMDB tem uma presença muito forte no Estado. “O PMDB tem estrutura de governo, maior bancada estadual no Congresso Nacional, com seus quatro deputados federais e um senador, e a maior quantidade de prefeitos. É natural que lance candidato próprio”, disse.

Um projeto do PMDB no Estado necessitaria de um palanque presidencial para disputar com o PT. O apoio ao PSDB, que deverá ter candidato a presidente da República, viabilizaria esse palanque no Estado. “Essa aliança há algum tempo seria automática. Já apoiamos o Alkimin, o Serra e ganhamos juntos todas as vezes aqui no Estado”, salientou Moka. Os dois partidos, contudo, estão rompidos desde o ano passado, quando os tucanos resolveram concorrer com candidatura própria na sucessão de Nelsinho Trad na Prefeitura de Campo Grande.

Outra possível solução seria o apoio do PMDB local ao governador pernambucano Eduardo Campos, pré-candidato a presidente da República pelo PSB. Moka e André já conversar algumas vezes com Campos sobre esse projeto. “Acho que é cedo para resolver, mas não tem nada firmado com o Eduardo Campos”, declarou Moka.

 



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