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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

31/08/2011 17:10

Moka quer mutirão nacional para melhorar condições sanitárias no país

Edmir Conceição
Senador Waldemir Moka (PMDB-MS), em discurso na tribuna do Senado.Senador Waldemir Moka (PMDB-MS), em discurso na tribuna do Senado.

Um mutirão nacional com participação das três esferas governamentais para elevar o padrão de saneamento básico, tratamento de água e destinação adequada ao lixo em todo país, melhorando assim a saúde da população. Foi o que propôs nesta quarta-feira (31), em Plenário, o senador Waldemir Moka (PMDB-MS), lembrando que cada real gasto em saneamento básico significa a economia de outros quatro reais em saúde pública.

"Eu sou médico e a minha formação me permite afirmar que a maior parte dos problemas de saúde que afetam as crianças é causada pelas más condições em que elas vivem, como falta de água tratada, esgoto e tratamento inadequado do lixo", declarou.

Waldemir Moka observou que o saneamento básico, especialmente nos grandes centros urbanos, que concentram 84% da população do país, não tem sido tratado com a devida atenção, como prioridade.

De acordo com o parlamentar, dados divulgados no ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, realizada entre 2000 e 2008, revelaram que perto de 35 milhões de pessoas, equivalente a 18% da população brasileira, viviam em cidades sem nenhum tratamento de esgoto. Pior: apenas quatro em cada dez domicílios brasileiros tinham acesso à rede geral de esgoto.

Na maioria dos municípios, o lixo recebia destinação imprópria, os rios não tinham a devida drenagem, e a maioria dos habitantes não estavam sem acesso à rede geral de água, conforme o documento.

Waldemir Moka avalia que a condição do país de grande economia mundial não condiz com problemas graves de saúde da maioria da população e com gastos de milhões de reais em assistência médica por falta de infraestrutura de saneamento básico.

- Os prefeitos sabem que se não houver tratamento adequado do lixo, eles vão sofrer sanção por isso, mas têm que ter recursos, e os prefeitos têm que ter acesso a esses recursos. E o governo da União tem que se responsabilizar por eles - ponderou.

Como exemplo de política pública acertada, Moka citou a capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, que conta hoje com 70% da população é atendida com serviços de saneamento básico, acesso à água potável e lixo tratado. No caso da água, 90% da população são atendidos, percentual muito superior à média nacional, de 44%. O resultado, declarou o parlamentar, é uma população infantil com saúde

(Com informações da Assessoria de Imprensa do senador)



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