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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

01/02/2011 21:15

Pai de vereador assassinado acusa secretário pelo “sumiço” de computador

Jorge Almoas e Viviane Oliveira

O pai do vereador de Alcinópolis, Carlos Antônio Carneiro, assassinado a tiros em 26 de outubro do ano passado em Campo Grande, acusa o secretário do atual presidente da Câmara de Vereadores do município pelo sumiço do computador que era utilizado por Carlos Antônio enquanto presidiu o Legislativo alcinopolense.

De acordo com Alcindo Carneiro, o secretário Enio Queiroz, que trabalha com Valter Roniz de Souza (PR), atual presidente da Câmara Municipal de Alcinópolis, ficou com o computador portátil para tentar descobrir algum arquivo.

“Ele agiu de má-fé. Ficou com o computador por uns 20 dias e só devolveu depois que houve bate-boca na Câmara e a coisa começou a apertar”, disse Alcindo ao Campo Grande News.

Segundo Alcindo, logo depois do assassinato de Carlos Antônio, ele solicitou à irmã do vereador que apagasse todos os arquivos do notebook. Em seguida, a vereadora Izabel de Souza Silveira (PSDB) recebeu o equipamento e passou a usá-lo, até o dia 31 de dezembro, quando deixou a presidência da Câmara.

No dia 1° de janeiro deste ano, Valter assumiu a presidência da Casa de Leis e o notebook foi levado para a casa de Enio Queiroz. Há duas semanas, o presidente do legislativo de Alcinópolis deu por falta do computador e encaminhou ofício, intimando Izabel a devolver a máquina em até 24 horas.

Indignada, a vereadora discutiu com Valter, que encaminhou outro documento, pedindo desculpas. O secretário de Valter devolveu o computador, por conta do imbróglio e por não ter encontrado nenhum arquivo, que havia sido apagado logo após a morte de Carlos Antônio.

“O que corre na cidade é que o Enio agiu de má-fé. Não sei o que ele queria encontrar no notebook”, comentou Alcindo.

O delegado de Polícia Civil de Alcinópolis, Camilo Kettenhuber Cavalheiro, afirmou que só irá se pronunciar sobre os assuntos que envolvem a morte de Carlos Antônio Carneiro após solucionar o caso.

O Campo Grande News não conseguiu contato com Enio Queiroz para comentar o assunto.



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