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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

16/12/2015 10:51

Prefeitura promete começar a pagar comissionados de Olarte semana que vem

Waldemar Gonçalves e Antonio Marques
Reunião de secretários com vereadores, nesta manhã (Antonio Marques)Reunião de secretários com vereadores, nesta manhã (Antonio Marques)

A Prefeitura de Campo Grande começará a pagar, na próxima semana, dívida de R$ 3 milhões com ex-comissionados, que atuaram durante a gestão de Gilmar Olarte (PP) – março de 2014 a agosto de 2015 – e foram exonerados após o retorno de Alcides Bernal (PP). O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira (16) pelo secretário municipal de Administração, Ricardo Ballock, convocado à Câmara Municipal para falar do assunto.

Segundo ele, a dívida de R$ 3 milhões é com 595 ex-servidores, de um total em torno de 1,5 mil da administração anterior – a parte lotada em órgãos com receita própria, por exemplo, já foi paga. A gestão de Bernal tem atualmente cerca de 800 comissionados, conforme a mesma fonte.

Ballock explica que os primeiros a receberem são aqueles que tinham salários de até R$ 2 mil. Há a possibilidade, conforme a situação dos cofres municipais, de pagar também nesta primeira etapa quem tinha vencimentos não superiores a R$ 4 mil.

Os demais receberão até o dia 20 de janeiro, conforme prometeu o secretário de Planejamento, Finanças e Controle, Disney Fernandes, também na reunião com os vereadores. Paralelamente isso, Ballock diz que foi encaminhada ao MPE (Ministério Público Estadual) e aos órgãos onde eram lotados relação de servidores suspeitos de serem ‘fantasmas’.

Desde que reassumiu a Prefeitura e exonerou o pessoal chamado por Olarte, Bernal vem afirmando que havia funcionários recebendo sem trabalhar. A referência a ‘fantasmas’ incomodou servidores – três usaram a palavra na reunião da Câmara para reclamar.

Ballock, por sua vez, apresentou discurso diferente ao do prefeito. Dizendo ater-se à questão técnica, garantiu que, havendo dúvida, o entendimento será em favor do servidor.

O secretário de Administração também explicou que houve gente nomeada para cargos que não existiam, por isso a necessidade de submeter a questão ao MPE. No entanto, os servidores não seriam os culpados pelo procedimento, defendeu Ballock.



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