Presidente do STF suspende decisões de Mendonça e Dino sobre diretor da PF
Fachin também paralisou todas as investigações de integrantes da Corte e assumiu inquérito das Fake News
Após o escalonamento da crise do STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, tomou uma série de medidas de contenção, entre elas a suspensão das decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino das últimas 24 horas sobre o afastamento e permanência do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues.
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Após a crise no STF, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, suspendeu decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e retirou de Alexandre de Moraes o comando do inquérito das Fake News. Fachin também suspendeu investigações contra integrantes do Supremo e convocou sessão extraordinária para o dia 15, quando será analisado relatório sobre troca de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Fachin também suspendeu toda e qualquer investigação de integrantes do Supremo e retirou do ministro Alexandre de Moraes o comando do inquérito das Fake News. Com a mudança, o inquérito que teve início em 2019 ficará sob seu comando.
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Segundo o procedimento, a revogação do comando tem efeitos, exclusivamente, a partir de hoje, o que significa que todos os atos do ministro Alexandre de Moraes nos últimos sete anos serão preservados.
O ministro concedeu ainda 48 horas para que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, preste informações à Corte. "Intime-se o Sr. Andrei Augusto Passos Rodrigues, para, em 48 (quarenta oito) horas, querendo, prestar informações, prazo após o qual sua permanência na Direção-Geral da Polícia Federal, à luz do disposto no art. 33, parágrafo único da LOMAN, será apreciada por esta Presidência."
O presidente do Supremo ainda convocou uma sessão extraordinária para a próxima terça-feira (15), onde será pautado o relatório da PF, solicitado por Mendonça no início do mês, que revelou a troca de mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
"Esta decisão, voltada à paralisação urgente de comandos conflitantes e sobrepostos que geram lesão à ordem pública", justificou em procedimentos publicados na tarde desta quarta-feira (9).
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