Dino determina retorno de Andrei Rodrigues ao comando da PF após afastamento
Ministro do STF ordenou reintegração imediata para evitar impactos em processos sob sua relatoria

RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
O ministro Flávio Dino, do STF, determinou o retorno imediato de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal, revertendo decisão do ministro André Mendonça, que havia ordenado seu afastamento após alegar ter sido alvo de monitoramento ilegal pela corporação. O caso envolve ainda os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, e o presidente do STF, Edson Fachin, abriu prazo para manifestações dos envolvidos.
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (9) o retorno imediato de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A medida foi tomada depois de o ministro André Mendonça ter ordenado o afastamento do chefe da corporação.
- Leia Também
- Diretores da PF colocam cargos à disposição após afastamento de diretor
- STF forma maioria para manter chefe da Polícia Federal afastado do cargo
As informações são do jornal O Globo. Segundo a publicação, Dino justificou a decisão pela necessidade de evitar prejuízos a processos que estão sob sua relatoria. Como o despacho de Dino é posterior ao de Mendonça, é essa determinação que, neste momento, restabelece Andrei Rodrigues no comando da PF.
Na decisão, Dino determinou ao presidente da República, responsável pela nomeação do diretor-geral da Polícia Federal, que assegure a reintegração imediata de Andrei. O ministro afirmou que a medida provisória busca impedir a ocorrência de danos irreparáveis em ações sob sua responsabilidade.
O episódio ocorre em meio a uma disputa interna no Supremo envolvendo a atuação da área de inteligência da Polícia Federal. Mendonça afirmou ter sido alvo de monitoramento ilegal e sistemático por parte da corporação durante mais de um mês. Segundo ele, foram produzidos ao menos seis relatórios de inteligência entre 3 e 31 de agosto com referências à sua atuação e à relação mantida com o advogado-geral da União, Jorge Messias.
Foi com base nesse episódio que Mendonça determinou o afastamento de Andrei Rodrigues. A Segunda Turma do STF chegou a formar maioria no plenário virtual para manter a decisão, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
A controvérsia ganhou força depois que relatórios de inteligência da PF (Polícia Federal) passaram a ser citados em decisões do Supremo. Conforme O Globo, os documentos apontavam suspeitas sobre a condução, por Mendonça, de investigações relacionadas às fraudes envolvendo o Banco Master e o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Mendonça, por sua vez, sustentou que os registros demonstrariam coleta direcionada de informações sobre ele e sobre Jorge Messias.
O caso também envolve o ministro Alexandre de Moraes. Segundo a reportagem, Moraes pediu apuração sobre Mendonça após ter conhecimento da existência dos relatórios e apontou possíveis indícios de irregularidades. Mendonça contestou a situação e afirmou que o material produzido pela inteligência da PF evidenciaria monitoramento indevido de um integrante do Supremo.
Em meio ao embate, o presidente do STF, Edson Fachin, abriu prazo para manifestações dos envolvidos. Além de Moraes e Mendonça, também devem prestar esclarecimentos o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o próprio Andrei Rodrigues. Fachin afirmou que episódios de gravidade institucional devem ser tratados com rigor, mas sem precipitação.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.

