ACOMPANHE-NOS    
AGOSTO, SÁBADO  08    CAMPO GRANDE 29º

Política

Projeto sobre avaliação física nas academias será reapresentado

Autor vai exigir avaliação física, mas dispensa laudo médico no primeiro momento

Por Leonardo Rocha | 24/09/2017 15:57
Deputado resolveu reapresentar projeto, após audiência pública sobre o tema (Foto: Victor Chileno/ALMS)
Deputado resolveu reapresentar projeto, após audiência pública sobre o tema (Foto: Victor Chileno/ALMS)

O deputado Amarildo Cruz (PT) quer reapresentar o projeto que exige das academias, uma avaliação física dos alunos, antes de começarem a fazer os exercícios, no entanto desta vez, a proposta exige apenas uma verificação do profissional de educação física e não de um laudo médico, realizado em prazo máximo de 30 dias.

O autor alega que após realização de audiência pública, na semana passada, foi convencido que no primeiro momento, o próprio professor de educação física pode fazer esta avaliação, já que estudou e tem preparo. Se este verificar que o aluno precisa de uma análise mais detalhada, fará o devido encaminhamento ao médico, para exames e parecer.

"Verificamos que aumentou o número de academias e temos que garantir segurança aos que buscam uma prática esportiva, valorizando os educadores físicos e também protegendo os empreendedores, para que não haja nenhuma ocorrência fatal em seus estabelecimentos", disse o petista.

O seu projeto que exigia laudo médico, chegou a ser aprovado na Assembleia, porém foi vetado pelo governo, que alegou que além de violar a ordem de livre iniciativa econômica, criando um custo a mais para empresa, a matéria também era de competência do legislativo municipal.

Com esta mudança, o deputado espera ter um resultado diferente. "Creio que desta forma, teremos o apoio do governo, até porque o próprio diretor da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul), Marcelo Miranda, sugeriu esta ideia".

Miranda disse que é necessário avaliar os possíveis riscos à saúde de quem começa uma atividade regular. "O atestado médico para todos seria inviável, mas é preciso uma estratificação de risco, um protocolo mínimo para que o profissional siga e garanta mais segurança às pessoas".