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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

24/09/2017 15:57

Projeto sobre avaliação física nas academias será reapresentado

Autor vai exigir avaliação física, mas dispensa laudo médico no primeiro momento

Leonardo Rocha
Deputado resolveu reapresentar projeto, após audiência pública sobre o tema (Foto: Victor Chileno/ALMS)Deputado resolveu reapresentar projeto, após audiência pública sobre o tema (Foto: Victor Chileno/ALMS)

O deputado Amarildo Cruz (PT) quer reapresentar o projeto que exige das academias, uma avaliação física dos alunos, antes de começarem a fazer os exercícios, no entanto desta vez, a proposta exige apenas uma verificação do profissional de educação física e não de um laudo médico, realizado em prazo máximo de 30 dias.

O autor alega que após realização de audiência pública, na semana passada, foi convencido que no primeiro momento, o próprio professor de educação física pode fazer esta avaliação, já que estudou e tem preparo. Se este verificar que o aluno precisa de uma análise mais detalhada, fará o devido encaminhamento ao médico, para exames e parecer.

"Verificamos que aumentou o número de academias e temos que garantir segurança aos que buscam uma prática esportiva, valorizando os educadores físicos e também protegendo os empreendedores, para que não haja nenhuma ocorrência fatal em seus estabelecimentos", disse o petista.

O seu projeto que exigia laudo médico, chegou a ser aprovado na Assembleia, porém foi vetado pelo governo, que alegou que além de violar a ordem de livre iniciativa econômica, criando um custo a mais para empresa, a matéria também era de competência do legislativo municipal.

Com esta mudança, o deputado espera ter um resultado diferente. "Creio que desta forma, teremos o apoio do governo, até porque o próprio diretor da Fundesporte (Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul), Marcelo Miranda, sugeriu esta ideia".

Miranda disse que é necessário avaliar os possíveis riscos à saúde de quem começa uma atividade regular. "O atestado médico para todos seria inviável, mas é preciso uma estratificação de risco, um protocolo mínimo para que o profissional siga e garanta mais segurança às pessoas".



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