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Política

Regina Duarte deixa Secretaria de Cultura após 77 dias no cargo

Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou saída da agora ex-secretária Especial da Cultura pelo Twitter

Por Jones Mário | 20/05/2020 09:55
Regina Duarte tomou posse da secretaria de Cultura do governo Bolsonaro há pouco mais de um mês (Foto: Alan Santos/PR)
Regina Duarte tomou posse da secretaria de Cultura do governo Bolsonaro há pouco mais de um mês (Foto: Alan Santos/PR)

A passagem de Regina Duarte pela secretaria Especial da Cultura durou 77 dias. Há pouco, nesta quarta-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou que a atriz vai assumir a Cinemateca de São Paulo.

O anúncio foi feito pelo Twitter, como já é de praxe pelo presidente. Segundo escreveu, Regina “relatou que sente falta de sua família”.

Bolsonaro também publicou vídeo, em que ele e Regina, em frente ao Palácio do Planalto, conversam de maneira aparentemente descontraída. A atriz provoca, pois teria lido “na imprensa, que ela não acredita mais”, que Bolsonaro estaria “fritando” a agora ex-secretária.

“Queria que ele me dissesse pessoalmente. Tá me fritando presidente?”, diz. Bolsonaro responde que a mídia tenta desestabilizar o governo e garante que “jamais ia fritar” Regina Duarte.

A atriz compara a saída da secretaria de Cultura a um “presente” e reforça que assumir a Cinemateca é o “sonho de qualquer pessoa de comunicação”.

Ainda em tom descontraído, Jair Bolsonaro diz que a Cinemateca fica perto do apartamento de Regina na capital paulista. “Sinto falta da minha família, dos meus netos”, complementa a atriz.

Regina Duarte assumiu a secretaria Especial da Cultura no dia 4 de março, na vaga de Roberto Alvim, demitido após publicar vídeo com expressões e referências claras à propaganda nazista.

Durante os pouco mais de dois meses à frente da pasta, subordinada ao ministério do Turismo, a atriz foi criticada pela classe que representa após silêncio da secretaria diante da morte de grandes nomes da cultura, como o ator Flávio Migliaccio e o escritor Rubem Fonseca - além do compositor Aldir Blanc, vítima da covid-19.