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03/12/2015 10:08

Reinaldo diz que processo é legítimo, mas Dilma poderá se defender

Leonardo Rocha
Reinaldo diz que pedido não deve afetar a economia, que já está combalida (Foto: Fernando Antunes)Reinaldo diz que pedido não deve afetar a economia, que já está combalida (Foto: Fernando Antunes)

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) disse que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), aceito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se trata de algo legítimo, mas que caberá a ela apresentar sua defesa, tendo amplo direito ao contraditório.

"Como o próprio presidente da Câmara disse, não teve um governo (federal) com tantos pedidos de impeachment, mas deve ser dar todo o direito de ampla defesa e contraditório, agora resta esperar todo o processo que vai ser conduzido pelo Congresso Nacional", disse o tucano, durante evento no Comando do Corpo de Bombeiros.

Reinaldo ressaltou que a situação da economia do país já está "combalida", independente deste processo, e quando a União resolve cortar recursos lá em cima, afeta diretamente os estados e municípios. "Traz mais responsabilidades aos gestores, por que afeta os recursos da saúde, educação, obras que estão inacabadas e projetos que aguardam aporte financeiro".

O governador ainda destacou que a última crise nestas proporções ocorreu em 1930, e que já estamos indo para o segundo ano de crescimento negativo. "Esperamos ao menos que a economia de Mato Grosso do Sul possa reagir, com manutenção e ampliação de emprego e renda", ponderou.

Reunião - Reinaldo revelou que apesar deste cenário de crise política e econômica, espera marcar uma audiência com a presidente ainda neste ano, para discutir a proposta do uso do repasse da dívida do Estado, durante alguns meses, para iniciar a demarcação de terras indígenas em Mato Grosso do Sul, assim evitando novos conflitos no campo.

"Já mandamos a proposta, porém queremos marcar uma audiência, com o apoio da Assembleia, para reforçar o pedido ainda neste ano, acreditamos que pode ser a solução para este problema", disse o governador.

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