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Política

Reinaldo e Moka negociam recursos para criar o Corredor Bioceânico

Reunião com ministro da Relações Exteriores foi mais um passo para viabilizar projeto

Por Anahi Zurutuza | 23/08/2017 13:36
Reinaldo e Moka negociam recursos para criar o Corredor Bioceânico
Ministro Aluíso Nunes sentado entre o governador (à direita) e o senador Moka (Foto:Luis Carlos Campos Sales/ACS senador Moka)
Ministro Aluíso Nunes sentado entre o governador (à direita) e o senador Moka (Foto:Luis Carlos Campos Sales/ACS senador Moka)

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) se reuniu, nesta quarta-feira (23) em Brasília, com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, para reforçar a necessidade da criação corredor rodoviário bioceânico para o transporte de exportações, ligando Mato Grosso do Sul ao Chile.

O senador Waldemir Moka (PMDB) também participou da reunião.

O governador explicou que esta alternativa de transporte “é fundamental para fortalecer as relações comerciais e a competitividade do Estado via Pacífico”, conforme divulgou a assessoria de imprensa do Executivo estadual.

Reinaldo destacou ainda o empenho da bancada federal de Mato Grosso do Sul em garantir a rápida aprovação do projeto de construção da ponte rodoviária sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho, pelo Congresso Nacional, e o avanço na contratação da pavimentação asfáltica da ligação entre Camelo Peralta e Ponzo Hondo, em território paraguaio – obras fundamentais para a chamada rota da integração.

Ainda conforme informou a assessoria do governo, o ministro assegurou que o governo paraguaio já licitou trechos da rodovia entre Camelo Peralta, vizinha a Porto Murtinho, e Pozo Hondo, na fronteira com a Argentina, totalizando mais de 500 km.

A pavimentação e a construção da ponte abrem caminho para transportadoras chegarem aos portos situados na costa do Pacífico, interligando Mato Grosso do Sul com o Paraguai, Argentina e Chile.

Nunes se comprometeu também a tomar todas as medidas para garantir recursos para a ponte. Além do orçamento da União, a ideia é buscar dinheiro do Fonplata (Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata) e de outras fontes externas.

O governo divulgou ainda que o ministro pediu apoio do Ministério dos Transportes para viabilizar o montante do empreendimento, hoje estimado em R$ 300 milhões.