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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

04/05/2016 12:33

Relator de comissão dá parecer favorável à cassação de Delcídio

Mayara Bueno
Delcídio do Amaral (Sem partido). (Foto: Arquivo)Delcídio do Amaral (Sem partido). (Foto: Arquivo)

O relator do processo contra o senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), apresentou, na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), nesta quarta-feira (4), parecer favorável ao prosseguimento do afastamento. O aval acontece um dia depois da recomendação do Conselho de Ética pela cassação do mandato de Delcídio.

Segundo a Agência Senado, o presidente da CCJ, senador José Maranhão (PMDB-PB), marcou para quinta-feira (5) uma reunião extraordinária de votação do relatório. Delcídio será notificado da decisão e de seu direito de se manifestar na sessão ou ser representado por seus advogados.

Na reunião de hoje, os senadores da Comissão de Constituição e Justiça confirmou que o processo de cassação atende normas constitucionais, legais e jurídicas.

Afastado do Senado desde que saiu da prisão, em fevereiro, Delcídio sofre um processo por quebra de decoro parlamentar no Senado. Ele foi preso pela Polícia Federal, em novembro passado, por suspeita de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato, que investiga desvios na Petrobas.

Em uma gravação, o senador oferece R$ 50 mil por mês para a família de Nestor Cerveró, ex-presidente da Petrobras e delator da Lava Jato. A tentativa de Delcídio era convencer o ex-dirigente para não aceitar a delação.

Depois de analisada na Comissão de Justiça, a recomendação do Conselho de Ética seguirá para decisão final em Plenário. Lá, para ser aprovado o processo precisa de 41 votos a favor.

Ontem, depois da autorização do Conselho de Ética, o senador havia dito que iria pessoalmente se defender na CCJ, mas desistiu de ir, em virtude de a reunião ter acontecido hoje, quando ainda está de licença. Acontece que o afastamento temporário vence na quinta-feira (6), isto se o Senado não aceitar o novo pedido para o parlamentar se afastar, desta vez, de 100 dias.



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