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Política

Riedel pede que eleição seja respeitada e fala sobre transição

Tucano foi eleito governador do Estado na noite deste domingo (30)

Jéssica Benitez | 31/10/2022 17:20
Riedel durante discurso após apuração dos votos (Foto Alex Machado/Campo Grande News)
Riedel durante discurso após apuração dos votos (Foto Alex Machado/Campo Grande News)

Governador eleito com 56,9% dos votos em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB) analisa com cautela os protestos que ocorrem nas estradas Brasil afora devido à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. No entanto, mesmo sabendo que é preciso tato para entrar no assunto, acredita que o resultado das eleições precisa ser respeitado.

“O país saiu divido dessas eleições e a gente tem que ter calma. A gente não pode afobar. Claro que os nervos estão à flor da pele, mas é o resultado que houve e a gente tem que respeitar”, disse em entrevista exclusiva ao Campo Grande News na tarde desta segunda-feira (31).

Até o momento a PRF (Polícia Rodoviária Federal) já registrou 136 pontos de interdição em todo o país, sendo 20 em Mato Grosso do Sul. O manifesto começou no início do dia liderado por caminhoneiros que prometem sair das vias somente quando "algo for feito".

Riedel, que apoiou a reeleição de Bolsonaro e teve reforço da ex-ministra da Agricultura e senadora eleita Tereza Cristina (PP), prevê relação pautada pelo respeito, para o bem do Estado.

"A minha relação vai ser de governador do Estado com presidente do Brasil, não tem porquê achar que na defesa dos interesses do estado vá ter problemas. E sempre vamos fazer isso de maneira muito firme. Agora, sempre também com diálogo, com capacidade de entendimento para ter convergência para os interesses do estado. Essa vai ser nossa linha de atuação”, explicou.

Composição – Sobre a composição de seu governo, Riedel conta que ainda não tem nenhum nome definido para o primeiro escalão porque inicialmente está trabalhando no formato que terá sua gestão. Desta forma o secretariado será anunciado quando as mudanças estiverem mais concretas. “Vai ser ainda este ano”, antecipou.

Questionado se o atual governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), fará parte da gestão que começa em 2023, a resposta foi direta. “Não. Reinaldo está saindo do governo, vai pescar com os netos, vai descansar, quase 30 anos de vida pública. Ele vai descansar”.

A parceria entre os dois, que vem desde o primeiro mandato tucano, ainda terá mais um capítulo antes que chegue o período sabático de Azambuja: a transição de governos. Geralmente um pouco mais atribulado, o processo será tranquilo por se tratar de nomes que estão no mesmo partido.

“Vai ser tranquila (a transição) porque a gente conhece o governo e as pessoas que estão no governo e isso facilita o acesso à documentação, mas vamos conduzir normalmente, mas vou estar à frente”.

Riedel foi secretário de Governo e Gestão por seis anos e titular da Seinfra (Secretaria Estadual de Infraestrutura) de fevereiro de 2021 a abril deste ano quando precisou sair da pasta para se candidatar.

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