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Campo Grande, Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017

14/08/2017 12:19

Senador de MS critica e se diz contra programa "escola sem partido"

Pedro Chavez diz que programa prejudica professores

Leonardo Rocha
Senador Pedro Chaves diz ser contra programa por prejudicar professores (Foto: André Bittar)Senador Pedro Chaves diz ser contra programa por prejudicar professores (Foto: André Bittar)

O senador Pedro Chaves (PSC), relator da reforma do Ensino Médio, criticou e se colocou contra o programa "Escola sem Partido", que torna obrigatória a colocação de cartazes nas escolas, impedindo que professores expressem suas respectivas opiniões sobre diversos assuntos, entre eles a questão política.

"Eu não comungo com essa ideia da escola sem partido, porque ela anula a participação do professor. Você não pode transformar um educador num robô. Imagine um professor que vai dar aula de Filosofia", disse o senador, durante entrevista ao programa de rádio Tribuna Livre.

Para Chaves não há como ensinar algumas teorias, sem que haja o devido comentário do professor. "Não é possível, por exemplo, falar sobre Teoria Socrática, sem comentar. Mas é sempre importante que o professor emita sua opinião sem doutrinação, sem ideologia. Na verdade, ele tem que mostrar a experiência adquirida", explicou.

O senador lembrou que trabalhou como professor há mais de 50 anos e que dedicou toda a sua vida profissional à educação. Por esta razão, foi escolhido como relator da Reforma do Ensino Médio, que foi aprovada no Senado e sancionada pelo presidente Michel Temer (PMDB).

Ele lembrou que caso o projeto que trata do assunto (Escola sem partido) seja aprovado na Câmara Federal, vai votar contra quando chegar ao Senado. O tema foi levantado porque está em pauta em Campo Grande, durante audiência pública na Câmara Municipal, que tem a participação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC-RJ), filho de Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

Audiência - O encontro é promovido pela comissão especial da Câmara dos Deputados, tendo ainda a participação do advogado Miguel Nagib, fundador do Movimento Escola Sem Partido, e o vereador do município de Niterói (RJ) Carlos Jordy, que protocolou o projeto em sua cidade.

Parte dos ideais do projeto já foi apresentado na Capital, inclusive sendo apelidada de "Lei da Mordaça", nem chegando sequer a votação. Neste ano, foi a vez do vereador Vinícius Siqueira (DEM) apresentar proposta defendo o programa "Escola sem partido", que está em tramitação.

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Proselitismo é a ação ou empenho de tentar converter uma ou várias pessoas em prol de determinada causa, doutrina, ideologia ou religião. Da sim para dar aula em qualquer escola e de qualquer matéria sem proselitismo. O que vejo na maioria das escolas é uma doutrinação em prol desse ou daquele partido. Que tal começarmos pelo fim do uniforme de uma cor ou de outra. que tal calça azul e camiseta branca por exemplo?
 
Alex André de Souza em 14/08/2017 14:37:09
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