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Política

Servidores federais vão enviar lista tripla do Estado para cargo no Dnit

Por Wendell Reis | 10/02/2012 17:47

A ASDNER/MS (Associação dos Servidores Federais em Transportes de Mato Grosso do Sul) vai enviar na segunda-feira (13) uma lista com três nomes indicados por servidores do próprio Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para assumir a superintendência do órgão no Estado.

Os três nomes vão ser indicados ao ministro do Transporte, Paulo Sérgio Passos, e ao diretor-geral do Dnit, Jorge Fraxe, após uma assembleia a ser realizada às 10 horas da manhã da próxima segunda-feira, no auditório da superintendência. O presidente da ASDNER/MS, Dirço Martins, revela que a reunião será para tentar fazer valer a portaria 329 do Governo Federal, de 05 dezembro de 2011, que defende a indicação de técnicos para o comando do Dnit.

Dirço revela que o Dnit tem um numerário altíssimo e a malha depende de decisões que devem ser tomadas, prioritariamente, pelo superintendente. Questionado sobre o interesse político pelo cargo, ele revela que “política tem em todo lugar, até mesmo internamente”. Porém, avalia que a demora para indicar o novo superintende atrapalha o Dnit e também os usuários que dependem das obras.

O sindicato espera que seja escolhido um dos servidores, mas se não for possível, entende que é preciso priorizar a indicação de um servidor do Dnit. Ele alega que não conhece o servidor cotado para assumir o posto, José Luiz Viana, e nem ouviu falar de alguém que o conheça.

Esta é a primeira vez que a ASDNER/MS referenda uma lista com servidores. Entretanto, já havia mandado um documento ao ministério do Transporte com a aprovação de Carlos Antônio Marcos Pascoal.

O caso - A cúpula do Dnit foi punida com demissão em processo administrativo disciplinar no dia 2 de janeiro. Na ocasião, foram demitidos o superintendente, Marcelo Miranda, o chefe do Serviço de Engenharia, Guilherme Alcântara de Carvalho, e Carlos Roberto Milhorim, chefe do Dnit em Dourados.

O engenheiro Carlos Antônio Marcos Pascoal era o indicado da bancada federal de Mato Grosso do Sul para o cargo, mas sua posse foi suspensa depois que o Campo Grande News divulgou que ele passou por investigação no TCU (Tribunal de Contas da União). Pascoal é investigado por irregularidades em três contratos de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na BR-163, na divisa de Mato Grosso com o Pará. A investigação envolve recursos de R$ 500 milhões. O Dnit está sob o comando interino do engenheiro Antônio Carlos Nogueira, número dois na hierarquia do órgão, desde a demissão de Marcelo Miranda, no início de janeiro.

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