ACOMPANHE-NOS    
AGOSTO, SEXTA  07    CAMPO GRANDE 20º

Política

Só três a cada dez brasileiros mantiveram planos para 2020 mesmo com pandemia

Maioria da população teve frustrados projetos de viagens, estudos ou mudança de emprego

Por Jones Mário | 31/07/2020 09:28
Saguão do aeroporto de Campo Grande; covid-19 interrompeu projetos de viagens pelo Brasil e exterior (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo))
Saguão do aeroporto de Campo Grande; covid-19 interrompeu projetos de viagens pelo Brasil e exterior (Foto: Kísie Ainoã/Arquivo))

A pandemia de novo coronavírus no Brasil fez com que a maioria da população adiasse algum projeto que tinha para o ano. Segundo estimativa do instituto Paraná Pesquisas, que ouviu 2.210 pessoas de todo o País, só 35,7% dos entrevistados não tiveram nenhum plano atrapalhado pela doença.

O percentual sobe entre as pessoas com mais de 60 anos (45,8%) e desce na faixa de 16 a 24 anos (30,1%). A população com escolaridade até o Ensino Fundamental foi mais atrapalhada (41,8%) que aquela com Ensino Superior (29,4%)

Entre os obrigados a postergar sua programação, 22,1% viajariam pelo Brasil. Outros 8,6% disseram que começariam ou terminariam curso ou faculdade.

A covid-19 adiou os planos de 7,7% dos entrevistados que pretendiam abrir um negócio ou ampliar o já existente.

Viajar para o exterior ficou para depois da pandemia para 6,3% dos ouvidos pelo instituto, ao passo que 6,1% freou projetos de trocar de carro.

Parcela de 5% interrompeu troca ou busca por emprego por causa do novo coronavírus. Já 3,6% pretendiam comprar ou construir um imóvel e preferiram pausar o planejamento.

Cada entrevistado pelo Paraná Pesquisas poderia citar mais de um projeto. Para 2,8%, a covid-19 adiou todos os planos possíveis. Já 5,7% dos consultados não tinham nada programado para 2020.

Mais 5,5% citaram outros planos frustrados e 1,3% dos ouvidos não respondeu.

O instituto fez as entrevistas entre 24 e 28 de julho, por telefone, com pessoas de 16 anos ou mais, em 240 municípios dos 26 estados e Distrito Federal. A amostra atinge grau de confiança de 95%, com margem de erro estimada em 2,0% para os resultados em geral.