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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

04/09/2018 08:44

STF abre inquérito contra Carlos Marun por suspeita de corrupção

Investigações ocorrem no âmbito da Operação Registro Espúrio, pela Polícia Federal

Mayara Bueno
Carlos Marun, ministro da secretaria de Governo, em Campo Grande. (Foto: Saul Schramm/Arquivo).Carlos Marun, ministro da secretaria de Governo, em Campo Grande. (Foto: Saul Schramm/Arquivo).

O STF (Supremo Tribunal Federal) abriu um inquérito para investigar o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun (MDB/MS). As informações são do O Globo.

Determinado pelo ministro Edson Fachin, a apuração mira suspeita de corrupção e associação criminosa no âmbito da Operação Registro Espúrio, que investiga um esquema de fraudes no Ministério do Trabalho envolvendo a liberação de registros sindicais.

Sobre Marun, a PF (Polícia Federal), em um dos relatórios, aponta que integrantes do Ministério do Trabalho faziam "manifestações fraudulentas", em desrespeito à legislação, para atender a pedidos de Marun, em favor de entidades sindicais do Estado.

Neste caso, a Polícia Federal afirma que tais sindicatos "possivelmente ofereceram vantagens indevidas" ao ministro. Não foram citados quais são os sindicatos.

A decisão atende a um pedido da procuradoria-geral da República, Raquel Dodge, em processo apresentado ao STF junto com a denúncia por organização criminosa contra 26 investigados na Registro Espúrio. Dentre eles, o ex-ministro do Trabalho Helton Yomura, o ex-deputado Roberto Jefferson e Jovair Arantes, Nelson Marquezelli, Paulinho da Força e Cristiane Brasil.

Os pedidos de aprovação de registro sindical, que teriam sido feitos por Marun, eram repassados por sua chefe de gabinete, Vivianne de Melo, ao então coordenador-geral de Registro Sindical do ministro Renato Araújo. Ele teria fechado acordo de colaboração premiada com a PGR e deu detalhes do funcionamento do esquema no Ministério do Trabalho.

Ainda de acordo com a reportagem, na colaboração, Renato afirmou que o ex-chefe do gabinete do Ministério do Trabalho Júlio de Souza determinou ao "depoente que atendesse sem questionar as demandas vindas do Planalto e de Carlos Marun". Fachin deu prazo de quinze dias para as defesas de cada um se manifestar sobre a denúncia.

A reportagem tentou contato com Marun, por telefone, mas as ligações não foram atendidas. Ao Jornal O Globo, o ministro disse, por meio de sua assessoria, que só vai se manifestar quando tiver acesso total ao conteúdo da decisão.



E agora deputado?
É verdade ou é mentira a acusação?
Ou só é verdade quando o acusado é petista?
 
Critico em 04/09/2018 22:41:12
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