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Política

Suplente pede vaga de vereador que deixou PSDB e foi para o PP

Laís Paulino entrou com ação na Justiça Eleitoral para tentar assumir mandato

Por Caroline Maldonado | 12/06/2024 17:39
Servidora pública Laís Ferreira Paulino Borges, suplente de vereador pelo PSDB. (Foto: Reprodução/Facebook)
Servidora pública Laís Ferreira Paulino Borges, suplente de vereador pelo PSDB. (Foto: Reprodução/Facebook)

A servidora pública Laís Ferreira Paulino Borges entrou com uma ação na Justiça Eleitoral pedindo para ocupar vaga na Câmara Municipal de Campo Grande, nesta quarta-feira (12). Ela é suplente do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) e pede a perda de mandato por infidelidade partidária do vereador João Rocha, que se filiou-se ao PP (Progressista) em abril de 2022, fora da janela partidária, período em que os parlamentares podem trocar de partido sem perder mandado, conforme a defesa de Laís.

Ela afirma que segundo entendimentos do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a vaga pertence ao partido, por isso quer ocupar o lugar. Laís conta que foi diplomada pela Justiça Eleitoral depois que o suplente que estava a frente dela na fila, o publicitário Giancarlo Sandim entrou na vaga deixada por Cláudio Serra Filho, o “Claudinho”, que chegou a ser preso por suspeita de corrupção na Prefeitura de Sidrolândia, e pediu afastamento por quatro meses, enquanto usa tornozeleira eletrônica.

Ao Campo Grande News, o vereador João Rocha (PP) informou na semana passada que fez tudo conforme as regras da Justiça Eleitoral e, portanto, tem convicção de que o mandato não poderia ser questionado. “Ela [Laís] tem que ver isso com o partido dela que é o PSDB”, disse João.

Vereador João Rocha, que deixou o PSDB em 2022 e filiou-se ao PP. (Foto: Divulgação/CMCG)
Vereador João Rocha, que deixou o PSDB em 2022 e filiou-se ao PP. (Foto: Divulgação/CMCG)

O presidente da Câmara Municipal, vereador Carlos Augusto Borges, o “Carlão” (PSB), informou que a suplente já teria perdido o prazo para reivindicar essa vaga e que João saiu do PSDB após conversas com os dirigentes do partido que optaram por não reivindicar a vaga.

Laís disse que não tem conhecimento sobre um possível acordo entre João e o partido e decidiu pedir a vaga agora, porque foi chamada para diplomação depois que Sandim entrou na Câmara. Ela alega que João trocou de partido no dia 1º de janeiro de 2022. "Havia uma janela partidária, mas não valia para vereadores. A janela era para deputados que estavam com mandato naquela época", disse Laís.

“O partido sempre se manifestou no sentido de que a vaga tem que ficar com o partido. É vantagem para o PSDB ter mais um vereador e compor uma bancada maior para inclusive apoiar o candidato à prefeitura. É de direito. Conversei com o ‘Beto’ e ele falou que tínhamos que verificar” disse Laís, referindo-se ao presidente municipal do PSDB e pré-candidato a Prefeitura da Capital, o deputado federal Humberto Pereira.

Suplência - Laís foi candidata a vereadora em 2016, quando obteve 1.395 votos e em 2020, quando conseguiu 701 votos. Ela conta que não teve mais votos na segunda tentativa, porque a pandemia prejudicou a campanha.

Funcionária da Subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, vinculada à SEC (Secretaria de Estado de Cidadania), Laís quer ocupar lugar na Câmara Municipal para atuar na defesa das mulheres e das pessoas com deficiência, além de mostrar seu trabalho e colocar o nome nas urnas nas eleições de outubro deste ano para tentar, novamente, um mandato de quatro anos.

“Entrando na câmara é uma oportunidade única para defender as mulheres e as pessoas com deficiência, porque na maioria das famílias quando descobre que o filho tem deficiência os pais abandonam e a mãe tem que sair do serviço e se dedicar 100% ao filho e aí tem vários fatores, muitas dificuldades. Temos que fazer valer o direito dessas pessoas. Quero trabalhar nesses quatro meses para tentar uma reeleição”, comentou Laís, que tem uma irmã com deficiência auditiva.

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