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Política

Tiago Vargas põe tornozeleira e começa a cumprir pena por ataque a ex-governador

Equipamento foi instalado nesta segunda após determinação judicial que determinou prisão domiciliar

Por Jhefferson Gamarra | 13/04/2026 15:22


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O ex-vereador Tiago Vargas passou a usar tornozeleira eletrônica nesta segunda-feira (13), após decisão judicial que converteu sua pena para prisão domiciliar por um ano e três meses. A condenação tem origem em ação movida pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, após Vargas chamá-lo de corrupto em vídeo publicado em 2021. O ex-parlamentar afirmou não se arrepender das declarações e que as repetiria se necessário.

O ex-vereador Tiago Vargas passou a utilizar tornozeleira eletrônica na tarde desta segunda-feira (13). A instalação do equipamento ocorreu na UMMVE (Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual), localizada na Rua Marechal Rondon.

A medida cumpre decisão do juiz Albino Coimbra Neto, da 2ª Vara de Execução Penal em Meio Semiaberto e Aberto da comarca, que converteu a pena do ex-parlamentar para prisão domiciliar com monitoramento eletrônico pelo período de um ano e três meses.

Logo após a colocação do equipamento, Vargas comentou o início do cumprimento da pena. “Estou saindo agora aqui do patronato, dando início ao meu cumprimento da pena de prisão domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica. Então, se vocês me virem na rua com tornozeleira, gente, não é porque eu pratiquei corrupção, não é porque eu pratiquei crime, é porque um dia eu chamei um ex-governador do Estado de corrupto”, disse.

“Então, nos próximos um ano e três meses, estarei em prisão domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica”, acrescentou.

A condenação tem origem em ação movida pelo ex-governador Reinaldo Azambuja. Em julho de 2021, quando ainda era policial civil, Vargas publicou vídeo nas redes sociais no qual chamou Azambuja de “corrupto”, além de outros termos. A decisão judicial inicial havia fixado pena em regime semiaberto por um ano e três dias, posteriormente convertida.

Na ocasião em que comentou a decisão, Vargas já havia publicado vídeo afirmando que seria visto utilizando tornozeleira, mas “não por corrupção”. Em tom emocionado, declarou que não se arrepende das falas e que repetiria o comportamento, se necessário.

Segundo a defesa, representada pelo advogado Walison Neves da Silva, o cumprimento da decisão dependia da intimação formal, realizada nos últimos dias, o que viabilizou o encaminhamento para a colocação do equipamento nesta segunda-feira.

Tiago Vargas ganhou notoriedade nas redes sociais ainda como policial civil, com vídeos que repercutiram amplamente. Em 2020, foi eleito o vereador mais votado de Campo Grande. No mesmo ano, foi exonerado da Polícia Civil após a conclusão de processos administrativos disciplinares. Um dos casos envolvia conduta considerada agressiva contra um médico durante perícia realizada em 2019. À época, Vargas alegou perseguição política.

Posteriormente, candidatou-se a deputado e chegou a ser eleito, mas perdeu o mandato por decisão da Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Desde 2024, ele está inelegível por oito anos. A legislação eleitoral estabelece que servidores públicos demitidos após processo administrativo ou judicial ficam impedidos de disputar cargos eletivos nesse período.