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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

26/05/2010 14:40

Valter Pereira rompe com o governador e fica no PMDB

Redação

Em um discurso inflamado no Senado, Valter Pereira comunicou nesta quarta-feira que rompeu os compromissos com o governador André Puccinelli, mas que vai permanecer no PMDB.

A decisão de se afastar de Puccinelli, segundo Valter, é resultado da suposta contaminação das prévias do PMDB pela máquina pública. "A imparcialidade foi substituída por um tratoraço", acusou. "O PMDB que construímos foi da participação e não da submissão", acrescentou.

O senador sul-mato-grossense afirmou que o PMDB é maior que esses problemas.

No longo discurso, Valter lembrou da história do "velho MDB de guerra" e disse que entendeu que deveria seguir os passos de Ulisses Guimarães.

Ele lembrou da luta dele, no então MDB, contra a ditadura. Ele foi preso três vezes.

Depois, segundo o senador, ele participou de um momento de reconstrução do partido, buscando "ovelhas desgarradas" que estavam no PSDB.

Valter demonstrava descontentamento desde o dia das prévias para o Senado, em que foi derrotado pelo deputado federal Waldemir Moka (PMDB).

Em entrevista ao Campo Grande News, logo após encerrar o discurso, Valter Pereira disse que a preocupação dele é de concluir o mandato, mas que pretende no futuro voltar a assumir um cargo de direção no partido.

Valter é ex-deputado federal, foi tesoureiro, secretário e presidente regional do PMDB, além de líder do partido na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e posteriormente de Mato Grosso do Sul.

O parlamentar afirmou ainda que decidiu permanecer no partido após ouvir vários líderes, incluindo o presidente do Senado, José Sarney, e companheiros e militantes do antigos do PMDB.

Valter Pereira ensaiou por muito tempo trocar de sigla partidária e viveu um "namoro" com o PSB, deixando preocupado o presidente regional Sérgio Assis. Informações do PSB davam conta de que Valter queria ingressar no PSB como presidente do partido no Estado. Sérgio Assis reagiu e disse que aceitaria Valter Pereira apenas como um filiado comum.

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