A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

01/10/2015 10:23

Vazamento racha Justiça e Gaeco e TJ usa equipe própria para oficiar prisões

Edivaldo Bitencourt, Aline dos Santos e Paulo Yafusso
Vazamento de prisões pelo MPE irritou magistrado, que não avisou Gaeco do deferimento (Foto: Marcos Ermínio)Vazamento de prisões pelo MPE irritou magistrado, que não avisou Gaeco do deferimento (Foto: Marcos Ermínio)

O vazamento dos pedidos de prisão e afastamento de 17 dos 29 vereadores rachou os responsáveis pela Operação Coffee Break no Poder Judiciário e no MPE (Ministério Público Estadual). Irritado com o divulgação da ação, o desembargador Luiz Cláudio Bonassini usou uma equipe própria do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) para cumprir os mandados de prisão e ignorou o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Bonassini decretou a prisão temporária do prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), e do empresário João Amorim, dono da Proteco. Eles são acusados de comandar a compra de votos de vereadores para cassar o mandato de Alcides Bernal (PP) em 12 de março do ano passado.

No entanto, o desembargador não gostou do vazamento. Em despacho, ele destacou que a defesa de João Amorim ficou sabendo dos pedidos de prisão antes do próprio magistrado abrir o envelope com o pedido formulado pelo procurador-geral de Justiça, Humberto Brites.

“Não se justificar segredo de Justiça, posto que os fatos foram levados ao conhecimento público, inclusive antes do meu, pois antes mesmo de ter aberto o envelope lacrado, contendo o presente pedido, já havia apresentado petição rogando pelo indeferimento”, destacou.

Para o desembargador não há dúvidas sobre o autor do vazamento. “Houve vazamento do próprio Ministério Público”, destaca Bonassini, para justificar o fim do segredo de Justiça. Ele citou ainda que o escândalo é investigado em duas operações, Lama Asfáltica, da Polícia Federal, e Coffee Break, do Ministério Público.

Irritado com o vazamento, como o Campo Grande News já tinha antecipado, Bonassini decidiu usar a equipe própria para notificar Olarte e Amorim das prisões. A equipe da PM no TJMS, sob o comando do coronel Geraldo Garcia Orti, foi encarregada de notificar os advogados. O Gaeco não foi oficiado pelo desembargador da decisão.

Agora, Olarte e Amorim devem se apresentar a cadeia pública, que fica no 4º Distrito Policial, nas Moreninhas. Se a dupla não for recolhida, o Tribunal de Justiça deve desencadear a operação para prendê-los.
Geralmente nestes casos, quando o Gaeco pede a prisão, o réu fica detido nas celas do Garras.

Vazamento causa pânico e irrita desembargador
Pânico – Apesar de não correr risco de serem presos, a ação do Gaeco causou pânico entre os vereadores. Eles temiam ser surpreendidos pela liminar da...
Comissão do Congresso deve agilizar aprovação de projetos em segurança pública
O presidente do Senado, Eunício Oliveira, disse nesta segunda-feira (21) que uma comissão mista, de senadores e deputados ligados à área de segurança...



Vazou pelo Ministério Público? Não é lá que trabalha o genro do "cidadão" Olarte?
 
Sentinela em 01/10/2015 10:59:32
Aqui, da mesma forma que ocorre no Paraná e demais estados, a vaidade e arrogância dos integrantes do MPE leva a esses vergonhosos vazamentos que para nada servem a não ser garantir fotos e microfones aos promotores.
O MPE precisa corrigir esses comportamentos vergonhosos de seus membros.
Não venha o MPE dizer que não tem como identificar o responsável pelo vazamento.
 
Critico em 01/10/2015 10:57:37
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions