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Campo Grande, Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

24/04/2014 10:54

Vereadores pedem “atestado de inocência” e Gaeco pode ouvir outros

Aline dos Santos e Kleber Clajus
Custódio (ao centro) pediu esclarecimento a promotor. (Foto: Kleber Clajus)Custódio (ao centro) pediu esclarecimento a promotor. (Foto: Kleber Clajus)

A pedido da defesa, os três vereadores do PT do B - Otávio Trad, Eduardo Romero e Flávio César - ganharam “atestado de inocência” do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A declaração, assinada pelo promotor Marcos Alex Vera de Oliveira, foi apresentada hoje pelo advogado Valdir Custódio da Silva. Ontem, os três vereadores prestaram depoimento. No entanto, se calaram sobre o teor das informações prestadas.

Segundo Custódio, o silêncio foi um pedido do promotor, pois as investigações correm sob segredo de Justiça. Hoje, o advogado encaminhou ofício ao Gaeco questionando se os vereadores eram “acusados, suspeitos ou investigados de práticas de quaisquer crimes?”. A resposta veio hoje mesmo.

“Declaro, ainda, que tais pessoas não figuram como investigadas no aludido procedimento, tendo colaborado com as investigações, respondendo a todas as perguntas que lhe foram feitas”, diz o promotor no documento.

Ontem, após o depoimento, Otávio Trad saiu sem falar com a imprensa, escondido no carro. A assessoria de imprensa do parlamentar informou que foi “atitude equivocada e impensada”. Ainda segundo a assessoria, ele viajou para a Argentina, onde vai pedir a namorada em noivado.

Eduardo Romero declarou hoje que confia no Ministério Público e que vai contribuir. Para Flávio César, a declaração do promotor “desmistifica isso tudo”. Ele reforça que não tem nada a temer, assim como os outros dois vereadores.

Mistério - Sob sigilo, a investigação que levou o Gaeco à casa do prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP), está em curso desde 11 de abril. Oficialmente, só se sabe que se trata do procedimento 02/2014 e que a investigação foi autorizada pelo TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

“Houve deslocamento da 1ª instância para o TJ. Uma das suposições é que a investigação possa girar em torno do chefe do Executivo”, afirma Valdir Custódio.

Para o advogado, há possibilidade de outros vereadores serem convocados a depor. O Gaeco também notificou o ex-assessor parlamentar Ismael Faustino, que trabalhava na Assembleia Legislativa, e o secretário de Governo, Rodrigo Pimentel.




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