Anvisa cria grupos para ampliar vigilância sobre canetas emagrecedoras
Medida reforça controle sanitário e segurança de pacientes que usam medicamentos à base de GLP-1
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou ontem portarias que instituem dois grupos de trabalho para apoiar a atuação do órgão no controle sanitário de medicamentos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras.
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A Anvisa publicou portarias criando dois grupos de trabalho para controle sanitário dos medicamentos agonistas do receptor GLP-1, as chamadas canetas emagrecedoras. O primeiro grupo, com representantes do CFF, CFM e CFO, terá 45 dias para analisar evidências científicas e propor estratégias de orientação. O segundo, interno à agência, atuará por 90 dias monitorando um plano de ação. As entidades também assinaram carta de intenção para promover o uso racional e seguro dos produtos.
O primeiro grupo, criado pela Portaria nº 488/2026, será composto por representantes do CFF (Conselho Federal de Farmácia), do CFM (Conselho Federal de Medicina) e do CFO (Conselho Federal de Odontologia). O objetivo é analisar evidências científicas, dados de uso e informações de farmacovigilância desses medicamentos.
Com duração de 45 dias, o grupo também deverá avaliar aspectos regulatórios e sanitários, discutir o uso racional dos produtos, identificar possíveis falhas na comunicação de riscos aos profissionais de saúde e propor estratégias e materiais de orientação.
O segundo grupo, instituído pela Portaria nº 489/2026, terá como função acompanhar e avaliar a implementação de um plano de ação da Anvisa, além de subsidiar decisões da diretoria colegiada. O trabalho terá duração de 90 dias, com reuniões quinzenais.
Esse grupo será formado por representantes das diretorias da própria agência e terá entre suas atribuições o monitoramento de resultados e indicadores, a elaboração de recomendações e a produção de subsídios técnicos para aperfeiçoamento das medidas adotadas.
Nesta semana, a Anvisa, o CFF, o CFM e o CFO também assinaram uma carta de intenção para promover o uso racional e seguro das chamadas canetas emagrecedoras.
A iniciativa prevê atuação conjunta entre as entidades, com troca de informações, alinhamento técnico e ações educativas, com o objetivo de prevenir riscos sanitários e proteger a saúde da população.
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