Reinaldo Azambuja defende concessão por trechos para reativar a Malha Oeste
Proposta leva em conta a demanda de carga e a ligação com outras ferrovias

O senador eleito por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), defendeu que a nova concessão da Malha Oeste seja feita por trechos. A proposta é avaliar quanta carga cada segmento pode transportar, quanto custaria recuperar a estrutura e como a ferrovia poderia se conectar a outros corredores do País.
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O senador eleito por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), defende que a nova concessão da Malha Oeste seja feita por trechos, com avaliação da carga de cada segmento, do custo de recuperação e da conexão com outros corredores logísticos. Com cerca de 1,6 mil quilômetros entre Corumbá e Mairinque (SP), a ferrovia pode aliviar um Estado que escoa 80% da produção agrícola por rodovias. Ele também propõe definir onde manter a bitola estreita ou adotar a larga, e pretende levar o tema ao Senado.
Com cerca de 1,6 mil quilômetros entre Corumbá (MS) e Mairinque (SP), a Malha Oeste é apontada como alternativa para um Estado que ainda depende das rodovias para escoar cerca de 80% da produção agrícola, segundo a Aprosoja/MS. A entidade informa que Mato Grosso do Sul colheu 17,7 milhões de toneladas de soja na safra 2025/2026. A Conab estima em 30,3 milhões de toneladas a produção estadual de grãos, somadas as demais culturas.
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“Não basta recuperar os trilhos. Precisamos de uma ferrovia que funcione, tenha carga para transportar e esteja conectada aos principais corredores logísticos do país”, afirmou Reinaldo.
Um dos pontos levantados pelo senador eleito é a bitola, a distância entre os trilhos. A proposta é avaliar onde manter a bitola estreita e onde uma eventual adaptação para a bitola larga facilitaria a ligação com outras ferrovias. A escolha dependeria do custo das obras e do volume de carga previsto para cada trecho.
Para ilustrar a diferença de capacidade entre os dois meios de transporte, Reinaldo citou, em publicação nas redes sociais, um trem de 150 vagões capaz de levar até 15 mil toneladas de grãos. Nesse cenário, uma composição transportaria o equivalente à carga de mais de 400 caminhões de 37 toneladas.
Na avaliação de Reinaldo, a retomada da ferrovia pode reduzir o custo do frete e o desgaste das rodovias, com caminhões e trens dividindo o escoamento da produção. Ele afirmou que pretende levar a proposta ao Senado e discutir com o governo federal, produtores e investidores as condições para recuperar os trilhos e retomar as operações.

